Mostrando postagens com marcador Diário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diário. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Happy birthday Stephen "Stevie" Ray Vaughan


Feliz aniversário Stephen "Stevie" Ray Vaughan, (3 de outubro de 1954 - 27 de agosto de 1990) SRV foi um músico americano, cantor, compositor e produtor de discos. Apesar de uma carreira de curta duração, que durou sete anos, o cara é amplamente considerado um dos guitarristas mais influentes da história da música e uma das figuras mais importantes no renascimento do blues na década de 1980. 




Nascido e criado em Dallas, Texas, Vaughan começou a tocar violão aos sete anos de idade, inspirado por seu irmão mais velho, Jimmie. Em 1971 ele abandonou o ensino médio e mudou-se para Austin no ano seguinte. Ele tocou em shows com numerosas bandas, ganhando um lugar na banda de Marc Benno, os Nightcrawlers e, mais tarde, com Denny Freeman nas Cobras, com quem continuou a trabalhar até o final de 1977. SRV então formou seu próprio grupo, Triple Threat Revue, antes de renomear a banda Double Trouble depois de contratar o baterista Chris Layton e o baixista Tommy Shannon. Ele ganhou fama após sua apresentação no Festival de Jazz de Montreux em 1982 e, em 1983, seu álbum de estúdio de estréia, Texas Flood. O álbum de dez músicas foi um lançamento comercialmente bem sucedido que vendeu mais de meio milhão de cópias. Depois de conseguir a sobriedade no final de 1986, ele encabeçou turnês de shows com Jeff Beck em 1989 e Joe Cocker em 1990 antes de sua morte em um acidente de helicóptero em 27 de agosto de 1990, com a idade de 35 anos.



Vaughan foi inspirado musicalmente pelo blues/rock americano e britânico. Ele preferiu o uso de amplificadores "clean" com alto volume e contribuiu para a popularidade do equipamento musical vintage. Ele muitas vezes combinava diversos amplificadores diferentes e usava pedais de efeitos mínimos. Chris Gill, da Guitar World, comentou: "A tonalidade da guitarra de Stevie Ray Vaughan era tão seca quanto um verão de San Antonio e tão brilhante como uma debutante de Dallas, o produto do som natural de amplificadores era amplo e limpo. No entanto, Vaughan ocasionalmente usava pedais para dar ganho no som, principalmente para impulsionar o sinal, embora ocasionalmente empregasse um gabinete de alto-falante giratório e pedais wah para um toque textural adicional ".




Vaughan recebeu vários prêmios de música durante sua vida e póstuma. Em 1983, os leitores da Guitar Player o votaram como Best New Talent e Best Electric Blues Guitar Player. Em 1984, a Fundação Blues nomeou o Anfitrião do Ano e o Instrutor de Blues do Ano, e em 1987, a Revista Performance o homenageou com o Rhythm and Blues Act of the Year, ganhando seis Grammy Awards e dez Austin Music Awards, foi induzido para o Blues Hall of Fame em 2000 e o Musicians Hall of Fame em 2014. Rolling Stone classificou Vaughan como o décimo segundo maior guitarrista de todos os tempos. Em 2015, foi induzido no Hall of Fame do Rock and Roll.



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Voltaremos.. em breve!


Olá amigos leitores e Strateiros! Como vocês puderam perceber e não vou ficar me desculpando muito ou usando argumentos esfarrapados, o blog pisou no freio legal em 2017, muitos fatores contribuíram para isso, mas como não ficarei aqui de lero lero com vocês, quero pedir paciência e um pouco de compreensão a todos, mas vai voltar! Devido aos pedidos e interesse de muitas pessoas que me procuraram nesse período, informo que as postagens voltarão! Inclusive a famosa coluna "Amigo Strateiro", tão divertidamente narrada por vocês.

Como vocês também perceberam, durante esse período eu me limitei apenas a responder aos comentários postados por vocês nas postagens e isso contribuiu muito para a motivação de voltar. Quero agora organizar os próximos posts e digo que vem bastante conteúdo por ai, bastante novidade! Vou responder cada um dos emails que ficaram engavetados atrás da cortina.

Quem quiser participar da coluna "Amigo Strateiro" ou até mesmo como colaborador do blog, pode entrar em contato comigo, sempre haverá espaço para os interessados. Apesar de ser o administrador e responsável por manter o blog no ar, em parceria com a plataforma que mantém o blog ativo no ar, todos podem contribuir! Basta querer e gostar de escrever! Acredito que todos nós temos muito a acrescentar e compartilhar uns para os outros, pois todos temos alguma experiência interessante que deve ser dividido e somado com outras pessoas! Por enquanto é isso galera, em breve novidades!

William de Oliveira

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Golpe: os anúncios falsos de vendas de guitarras na internet



Boa noite amigos leitores do blog, hoje trago nesse post um assunto bem sério que infelizmente é triste da nossa realidade dos instrumentos musicais: as falsas vendas de guitarras na internet. Mas o que é? Como funciona? O golpe é simples e tem se mostrado cada vez mais comum nos sites de vendas, o cara não tem instrumento musical nenhum e cria um anúncio como se estivesse vendendo uma guitarra, para isso, decide entrar no Google e pegar imagens de guitarras de pessoas que não tem nada a ver com isso. Aconteceu comigo a um tempo atrás, quando anunciaram uma rica guitarra Golden de barbada no site do Bom negócio. Estava eu divagando pela internet quando entre no Facebook e resolvi olhar um grupo de amigos colecionadores de guitarras.. quando alguém de confiança postou mostrando o anúncio como se fosse uma grande barbada em razão do preço baixo, a minha surpresa se deu quando eu abri o anúncio e eram as fotos da minha Golden Stratocaster postada aqui no blog:


Denunciei imediatamente o anúncio no site e ainda postei o blog como referência para provar não só que as guitarras eram minhas, mas para mostrar de onde o sujeito meliante tinha copiado as imagens. Depois disso não encontrei mais o anúncio, acho que o site tirou de circulação mas não tenho certeza. A única coisa certa é que era a mesma guitarra, as mesmas fotos.. o mesmo sofá hehehe. Foi quando semana passada recebi um email (depois que decidi passar o meu email para que os leitores do blog entrassem em contato comigo para mostrar as fotos de seus instrumentos e poder postar aqui, já que as dúvidas não tiro por email, apenas aqui no campo das perguntas do blog), como eu ia dizendo, recebi um email de um cara querendo que eu olhasse as fotos da coleção de guitarras dele para que eu pudesse ajudar dando a cotação de preços de cada instrumento, pois o mesmo se dizia interessado em vender o acervo. Abri o arquivo com as fotos e vi que eram guitarras nacionais vintages e pasmem, reconheci imediatamente que eram guitarras do acervo do nosso amigo Sinval André. Entrei em contato com ele imediatamente para saber se era ele de fato que tinha me mandado o email pedindo ajuda para cotar os preços e ele disse que não era ele, que jamais venderia as guitarras dele. Eu na hora me indignei, é muita cara de pau desses psicopatas golpistas de quererem vir pedir ajuda, claro que eu nem respondi o email. Se alguém encontrar um anúncio com essas fotos, não se enganem, o anúncio é falso, um golpe. Eis as fotos da coleção do amigo Sinval André:










William de Oliveira



sábado, 14 de maio de 2016

A maldição da Squier: uma guitarra das trevas!


Fala galera do metal, estava eu perambulando pela internet quando me deparo com esse conto do amigo Vinícius do Vale:


Hoje, sexta feira 13 não poderia deixar de postar ela novamente! Acredite quem quiser, se trata de um fato real. Essa guitarra pertencia a banda Sarcófago, Sarcófago foi uma influente banda de metal extremo brasileira criada em 1985. O álbum de estreia do Sarcófago, INRI (1987), é considerado um dos primeiros lançamentos de black metal. A capa do disco apresenta os integrantes da banda usando corpse paint, o que serviria de grande influência para outros músicos do gênero. O grupo também é reconhecido na cena por ser pioneiro no uso de blast beats em seus álbuns. Seu terceiro LP, The Laws of Scourge (1991), foi um dos primeiros álbuns de death metal técnico já lançados. A Squier envenenada do homem é simplesmente aterrorizante (em breve explico porque), timbre perfeito e brilhante que faz jus a uma guitarra de época, o case aroma do metal, um acabamento sinistro que exala a presença do Rock n' Roll e seus mistérios. Pedaço de plástico é o que temos em grande quantidade hoje em dia, isso ai é simplesmente melodia rica, precisa, prazerosa e rara embora pra mim não sirva mais e explico porque. O problema todo vem agora, essa guitarra vem criando alguns cenários, e acontecimentos misteriosos, mais uma vez (acredite quem quiser), antes de mais nada quero dizer que acredito em Deus, ocorre que por algumas vezes notei acontecimentos estranhos com ela por perto, a primeira vez foi um estouro dado a uma outra Squier floyd rose que estava ao lado dela, a guitarra deu um estalo e arrebentou parada duas cordas de uma só vez. O segundo acontecimento veio quando eu estava regulando essa guitarra e ela sozinha plugada queimou um pedal afinador da marca Boss simplesmente não liga mais. O terceiro acontecimento e mais recente foi quando tive dois pesadelos em uma só semana, ocorridos em uma segunda,e outro numa sexta-feira e todos eles eram com cenários musicais, coisas sem explicação, muita treva e escuridão onde no meu sonho aparecia essa guitarra. Então veio a reflexão: Porque logo essa? E por duas vezes? Mais uma vez, acredite quem quiser, a real é.. INSTRUMENTO SINISTRO SÓ DE OLHAR. Podem vir amigos (como já vieram) falando pra mim consagrar, fazer orações etc. Tenho fé que possa resolver mais o negócio moçada é que a fulana é assustadora. Obrigado a todos e estou aguardando propostas ainda. Mais uma vez ressalto: acredite quem quiser, a guitarra está a disposição, foi trocada a cor, me parece ter sido azul ou amarela antes do preto, amigos disseram também que ela causou atrito/briga entre integrantes do Sarcófago. Segue o link da sinistra em ação: 



Obrigado à todos. 
Vinícius do Vale 


Especificações: 

Nome: Squier
Modelo: Superstrat
Série: ?
Madeira do corpo: ?
Madeira do braço: Maple
Escala: Rosewood
Corpo - Shape: Superstrat
Número de casas: 22
Configuração dos captadores: H/S/S
Controle: 1 Volume - 1 Tone
Cores: Black
Fabricação: Made in Korea
Ano: 198?
Fabricante: Fender
Período de Fabricação: 80'
Serial Number: E953801





terça-feira, 19 de abril de 2016

Os Beatles e as Stratocasters: Uma lenda chamada "Rocky"


O ano era 1964. Os Beatles eram um sucesso mundial, não estavam mais confinados aos limites do Reino Unido. Naquele tempo as bandas buscavam o que havia de melhor para estar sempre produzindo o som mais puro e atualizado. Foi no final do ano que John Lennon e George Harrison pediram ao roadie dos Beatles, Mal Evans, que lhes comprasse um par de “stratos”. Evans voltou para o Estúdio de Abbey Road trazendo um par de Fender Stratocasters (Pré CBS) 1961 na rara cor Sonic Blue, contrariando a ordem do empresário Brian Epstein, que disse que pagaria por elas apenas se fossem de cores diferentes.

O ano de 1966 marcaria a despedida dos Beatles dos palcos. A partir do fim deste ano eles se dedicariam exclusivamente à gravação de discos. Simultaneamente com as turnês deste ano eles gravaram “Revolver”, que foi lançado no mesmo agosto de 1966 em que eles fizeram seu último concerto. Neste LP as Stratos foram usadas em “She Said, She Said” (base de John Lennon) e em “I Want To Tell You” (riff de George Harrison).
Desde então as Stratocasters marcam presença nos discos dos Beatles, até mesmo em discos das carreiras solo. É comum ver fotos de George Harrison empunhando uma Fender Stratocaster nas décadas de 70 a 90.




Quando os Beatles estavam no estúdio gravando "Help!", John Lennon e George Harrison enviaram o  roadie Mal Evans para ir buscar um par de Fender Stratocaster. Evans voltou com essa Fender Stratocaster de 1961/62 (Sonic Blue). Aqui está uma foto de John com seu exemplar:





Algumas pessoas dizem, curiosamente, que elas não foram usadas nas gravações que saíram no primeiro disco dos Beatles de 1965: “Help!” foi lançado em agosto de 1965. Porém no disco seguinte as Stratocasters marcam presença. “Rubber Soul”, lançado em dezembro de 1965, traz o timbre das Stratos pela primeira vez nos discos dos Beatles. Em “Nowhere Man” George Harrison gravou sua belíssima parte de guitarra em duas trilhas usando sua Fender Strato, que mais tarde seria pintada em cores psicodélicas e ganharia o nome de “Rocky”. Em “If I Needed Someone”, John Lennon usa a Strato para fazer a base.




Fender Stratocaster 60' Pré CBS, modelo muito semelhante às Stratos utilizadas por George Harrison e John Lennon. Eles não usaram as Stratos na grande maioria dos seus clássicos, mas o timbre característicos das Stratos é perceptível na faixa "Nowhere Man".





No início de abril de 1967, logo depois de terminar a gravação do "Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band", George Harrison teve a triste ideia (na minha opinião) de pegar a sua Fender Stratocaster Sonic Blue 1961 (algumas fontes citam o ano 1962) e a levar para casa, transformando-a em sua "obra prima" que a chamaria de " Rocky ". Usando de muita inspiração e criatividade, um pouco de tinta esmalte e, assim como algumas lixas de unha de sua ex-mulher, Patti Boyd.





George tocou pela primeira vez em sua Strato na música "You’re Going To Lose That Girl.” e na canção “Nowhere Man,” John e George tocaram suas Stratos juntos. O brilho na tonalidade do som é evidente nos solos e acordes com a melodia de George. Isso foi, naturalmente, antes de George transformar aquela linda Sonic Blue na aberração que ele chamou carinhosamente de "Rocky". A parte traseira da guitarra ainda é na sua cor original Sonic Blue, como visto.. George decidiu pintar apenas a parte da frente.



 Frente




Back





Outra referência de George com sua lendária Stratocaster "Rocky".





Nessa foto, temos a aparição da Fender Stratocaster 61/62 Pre-CBS já transformada em Rocky.





Uma das últimas aparições de George com seu modelo Stratocaster: Rocky.




Para quem quiser ver ela em ação:




Meus mais sinceros agradecimentos ao amigo Aluísio Ribeiro que me ajudou muito com todas essas informações, e que se não fosse por ele, não seria possível fazer esse post!


William de Oliveira


Para saber mais:





quarta-feira, 13 de abril de 2016

Guitarra híbrida, vale a pena?


Olá amigos, uma dúvida que sempre é recorrente por aqui é sobre as guitarras híbridas, mas o que são guitarras híbridas e o que esperar de uma? É verdade que timbra bem alternando e misturado as características? Também é bem verdade que tentamos definir e compreender as diferenças sonoras entre os diferentes modelos de guitarra, sabemos definir e identificar que uma Stratocaster é mais aguda que uma Les Paul, e que uma Les Paul soa mais grave que uma Telecaster, mas quando misturamos todos esses componentes, é possível definir com clareza e identificar as características que definem a estrutura timbrística de uma híbrida? Para responder essas e outras questões, trago o especialista das híbridas, ninguém mais ninguém menos que o nosso caríssimo Erich Von Farah:


Quem busca uma guitarra híbrida primeiramente quer algo inovador, incomum, fora do padrão. A definição mais simples e direta para uma guitarra híbrida seria a "mistura de modelos", como o próprio significado da palavra diz "composto de elementos diferentes". As combinações são praticamente infinitas, porém eu em especial gosto muito das híbridas de tele, ou seja, diversos modelos que possuam algumas características de Telecaster.


A construção/montagem de uma híbrida envolve muitos fatores a serem estudados previamente, um deles é o timbre! Montar uma híbrida resulta em uma surpresa de certa forma, no meu caso todas de forma positiva rsrs. É necessário escolher o modelo base e decidir quais aspectos de tele irão compo-lo, com a finalidade de chegar ao timbre desejado. Mas como assim? Precisamos ter a ideia do timbre que queremos para depois escolhermos cada detalhe, e para isso é necessário um conhecimento técnico de como cada componente atua no som.
Cada mistura é algo único, que mescla os estalos de uma Telecaster com as frequências do modelo em questão. Quem tem uma quer duas, quem tem duas quer três, e isso não tem fim!

A primeira vez que vi uma guitarra híbrida de Telecaster foi uma Telemaster/Jazzcaster, não é um modelo muito famoso da Fender e poucos a conhecem, consiste em uma guitarra com o corpo de Jaguar/Jazzmaster, porém com ponte, control plate, captadores e headstock de Telecaster:




Fiquei impressionado com o modelo, era algo totalmente inovador e ao mesmo tempo "vintage" (outra coisa que me atrai muito: modelos "retrô-futuristas"). Lembro que logo procurei um luthier (o famoso Sergio Kuns) para orçar um corpo de Jaguar com essas especificações, pois na época eu possuía uma Tele "meia boca" com o corpo em laminado e que iria me servir muito bem para o projeto.

Alguns anos se passaram e foram surgindo novos modelos híbridos que cada vez mais me fascinavam, conversa vai e conversa vem, fiquei enrolado financeiramente e acabei desistindo do projeto, logo depois passei a tele para frente. Um tempo depois de formado na faculdade comecei a minha saga pelas híbridas. Peguei um corpo em freijó (duas peças), madeira extremamente bonita e ressonante, com graves e um bom sustain, porém não perdendo agudos e estalos.


Comecei pela Telemaster, primeiramente adquiri as peças e um braço em maple/rosewood (o qual eu recortei o headstock), e o corpo encomendei com o Adriano, dono da RDC Guitars de Minas Gerais. Depois de muita dor de cabeça, dedos machucados por brocas e chaves, unhas encardidas de verniz e tinta, eis o resultado:


Fiquei fascinado com o modelo, aliás, muitos conhecidos e amigos também gostaram e alguns deles até se inspiraram em fazer uma.

Com o primeiro projeto pronto e agradando várias pessoas, fiquei motivado a fazer outro, mas dessa vez queria algo ainda mais inovador. Analisei vários modelos, e o escolhido: Iceman!

Novamente encomendei o corpo com o Adriano, com as mesmas especificações da anterior e o resultado foi esse:




Esse ainda arrancou mais suspiros e exclamações do que a Telemaster. Como assim? Uma Iceman com partes de tele? P90? Loucura total!!


A guitarra tinha um baita sustain devido ao corpo ser maior, era a minha guitarra preferida entre várias que eu tinha na época.


E como ocorreu antes, isso me inspirou novamente e segui em busca do novo modelo:




Surgiu então a Tele-Bird, e não muito tempo depois surgiu a Tele-Bird II:


Essa foi a que mais fez sucesso, vi muitas de minhas fotos circularem pelas redes sociais! Infelizmente me desfiz de todos os modelos para levantar uma grana e investir em outros equipamentos.

Muito tempo depois resolvi fazer a mistura de dois clássicos, que também não ficou para trás:


Minha saga continua e pretendo futuramente fazer novas criações!

Em breve postarei mais fotos e farei um review individual de cada guitarra, até a próxima!

Erich Von Farah

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Um brasileiro na fábrica da Fender - Corona USA


Olá amigos, vagando pela internet encontrei a possibilidade de publicar o post mais legal do ano até o momento ao meu ver, e não é a toa toda essa minha empolgação! Hoje trago um post mais do que especial: um brasileiro em Fender Corona! Isso mesmo amigos, aquele que é o sonho de todo amigo strateiro, poder conhecer a Stratoland de todos os tempos e conhecer um pouco mais do processo de criação, montagem e construção das nossas Stratocasters! É com grande prazer que compartilho com vocês todas essas fotos e a experiência de um cara que ajudou o blog a poder tornar possível esse post: enviamos nosso emissário para a fábrica da Fender em Corona, Califórnia/USA, e essa lenda da música é nada mais nada menos que o nosso gentil e admirado Duca Belintani! Duca tem contribuído com seu belíssimo trabalho de divulgação da Fender no Brasil e em vários lugares do mundo, além de poder levar sua música ao extremo junto com essa belíssima parceria com a Fender. Não preciso nem dizer que essa é uma contribuição a peso de ouro para o nosso blog e sem dúvidas essa contribuição enriquece cada vez mais esse espaço, cujo o único propósito é poder compartilhar conhecimento sem fins lucrativos. Desde já, queria agradecer à Duca Belintani, um cara que antes de tudo me recebeu super bem, educado e que desde o início aceitou ser colaborador com o nosso blog, diferente de alguns estrelões por aí que muitas vezes a gente entra em contato para alguma publicação ou divulgação e as pessoas nem se interessam em responder ou saber do que se trata. Bom, achega de papo e vamos a bela narrativa dessa aventura e poder conferir as informações e imagens que o Duca conseguiu para a gente nessa matéria! 


Neste inicio de ano tive novamente o prazer de visitar a fábrica da Fender em Corona nos Estados Unidos mais conhecido como "Visitor Center".

Como muitos já sabem, sou Fender Artist aqui no Brasil representando nosso país mundialmente frente às guitarras mais charmosas do mundo.

Um dos meus trabalhos é estar por dentro de tudo que acontece em termos de ações e lançamentos e por isso faço essas visitas periódicas à “Fábrica dos sonhos”.

A fábrica ainda é como nos moldes antigos onde cada parte da guitarra é manuseada por uma pessoa, isso em todas as etapas de sua produção. Pouquíssimas coisas vêm prontas, ou seja, cada guitarra que sai de lá foi cuidadosamente produzida e montada por uma série de pessoas que cortam, fazem o polimento e pintam manualmente. As ferragens, escudos, captadores, trastes e tudo mais, têm um pouco do suor daquelas pessoas todas que estão por lá.

É difícil explicar com palavras o que vejo por lá todas às vezes. Pedaços de madeira, plástico e metais empilhados, todas as máquinas ligadas ao mesmo tempo e que tudo aquilo vai virar um instrumento musical lindo e pronto para chegar às nossas mãos para fazermos nosso som.

O que vocês vão ver a seguir são fotos da parte interna da Fábrica em algumas etapas da produção para terem uma ideia de como as coisas acontecem por lá e assim ter um pouco do prazer que sinto a cada visita.

O complexo em Corona conta também com um showroom/loja com algumas peças prontas, uma sala de testes e uma variedade enorme de acessórios e produtos de merchan que nos deixa enlouquecidos e definitivamente nos deixa mais próximos dos nossos ídolos.

Costumo dizer que quando vou para lá estou indo para “minha” Disney.

Grade abraço

Duca Belintani

  



 Duca Belintani na entrada para o hall de acesso à Visitor Center da Fender em Corona California. 




A primeira parte da visita é na loja onde se pode comprar tudo com o nome Fender/Squier, além de ter a oportunidade de gastar seu dinheiro sem precisar necessariamente comprar uma guitarra!




Você compra o ticket para participar da "Factory Tour", tour que custa valor bem acessível (o próprio Duca me confirmou que o valor do ticket, ou "passaporte da alegria" melhor dizendo, ainda custa a mixaria de $10 Dólares... mesmo preço de alguns anos atrás) com número limitado a no máximo 25 pessoas, feitas pela parte da manhã (10:00hs e 11:30hs) programado para ter duração de uma hora, adrenalina e expectativa à 100%. 



Um verdadeiro show de apresentação da marca aos turistas, onde em sua grande maioria são estrangeiros!



Duca Belintani na entrada para o hall de acesso à loja da Fender em Corona/California USA.



Mural de imagens e exposição daquele que é considerado o melhor de todos os tempos: mestre Hendrix! O bacana é que lá você pode conferir fotografias e grande parte do trabalho dos principais astros do mundo do Rock, isto é, daqueles que construíram suas carreiras utilizando uma guitarra Fender! A popularização dessas guitarras e em especial da Stratocaster, deve-se ao fato de que as grandes estrelas do Rock mundial usaram de uma Fender em algum momento ou em grande parte de suas carreiras durante seus shows, gravações de EPs e devidamente por isso a notória contribuição da Fender no cenário musical mundial! Sim amigos, a grande maioria das músicas que você gosta ou já ouviu foi desenvolvida e produzida apenas porque algo foi inventado aqui, nessa fábrica!



Além disso, você pode comprar os instrumentos durante a visita guiada por um manager da empresa, com direito a testar cada um dos instrumentos disponibilizados para consulta nesses belíssimos amplificadores Fender, ou se preferir economizar seu dinheiro, pode se deliciar testando as guitarras dessa fábrica de timbres e curtir à sua maneira!



Dentro da fábrica você pode comprar um instrumento pronto ou escolher entre braços avulsos e corpos avulsos para montagem de seu próprio instrumento. Na imagem, os gabaritos (neck profiles) que são utilizados pelos funcionários na produção dos braços para cada uma das séries: Signature, Artist, Deluxe, Reissue, Modern, Standard, Special, etc.



Como vocês podem constatar, a visita é feita com os funcionários trabalhando a todo o vapor! A Fender não tem nada a esconder de ninguém, pelo contrário, deseja que seus clientes aprovem seus instrumentos e para isso mostra o que tem de melhor: o processo de construção e a dedicação de cada um de seus funcionários na linha de montagem. Na foto acima, o processo de acabamento final dos escudos das Stratocasters.



Na imagem acima, os braços de maple ainda em processo de construção.



Peças e mais peças!


Braços de Stratocaster em one piece, feitas em Maple. Na imagem acima, o processo de colocação e regulagem de trastes, ainda sem o logo da Fender no Headstock.



O quanto é interessante destacar a organização da empresa na fabricação de cada um desses instrumentos, onde nada é feito por acaso, cada passo é cuidadosamente pensado e durante o passeio fica muito claro o conceito de planejamento, que infelizmente, nossas empresas brasileiras nunca se fizeram interessadas em aprender o processo ao longo das últimas décadas.



Depois do processo de pintura, centenas de corpos ficam pendurados na parte de cima para o processo de secagem, imagino a sensação que deve dar olhar para cima e enxergar todas elas lá, aquele arco íris de cores infinitas e a vontade de poder escolher algumas dessas unidades e levar para casa! Sempre fui apaixonado pelas CAR (Candy Aple Red) embora esteja atualmente mais voltado para as Sonic Blue, Vintage White, Fiesta Red e Sunburst!



Organização e armazenamento das peças.



Durante a visita guiada pelo manager, você tem direito a fazer todas as perguntas que deseja e tirar todas as dúvidas, além de ouvir as perguntas das outras pessoas que estarão juntas durante a tour pela fábrica. A aprendizagem é maior a cada parte que o grupo vai avançando dentro da fábrica, onde o visitante é bombardeado literalmente com uma uma vasta carga de informações, fazendo com que o mesmo não consiga absorver tudo de uma vez só, são muitas coisas para olhar, ouvir explicações, tirar foto, filmar e registrar tudo o que seus olhos estão vendo naquele momento, ou seja, o passeio de uma hora acaba ficando pequeno para tantas novidades e atrações da fábrica!



Sem dúvidas o controle de qualidade é o ponto forte da fábrica, onde cada unidade recebe devida atenção e tratamento especial. Na imagem acima, os braços de Maple com escala em Rosewood.



O processo de escolha das madeiras é bastante criteriosa para evitar frustrações futuras por parte dos clientes. São evitadas as peças que fogem aos critérios de seleção, o peso dessas unidades também é bem levado em conta, a Fender hoje se orgulha de não fazer o que chamamos de "alivio de peso", prática já utilizada pela empresa que atualmente descarta essa técnica em seus instrumentos, tão utilizadas indevidamente pelos seus concorrentes, ponto positivo para a Fender!



Montagem da parte elétrica onde tudo é feito caprichosamente à mão. As mulheres sempre foram muito mais detalhistas que nós homens, não é à toa que a Fender têm muitas delas em seu time.



A fábrica tem em seu elenco de estrelas inúmeros funcionários estrangeiros. Quer trabalhar para a Fender? Quem sabe algum dia seu sonho se torne realidade! Nessa imagem acima, parte do processo de acabamento do shape das Stratocasters! Vejam que ainda se preserva o processo manual, apesar da necessidade do uso de maquinário na fábrica para construção de um lote maior de unidades. 



Interessante destacar também a limpeza e a higiene dentro da fábrica onde absolutamente não se percebe pó ou sujeira. Quem trabalha com madeira sabe o quanto isso é difícil e nitidamente a empresa presa pela saúde de seus funcionários.



Cada unidade passa por um processo de verificação e checagem da escala, tensor, afinação, altura de trastes, verificação de todos os circuitos elétricos e testagem dos captadores. Todas as guitarras são devidamente testadas antes de serem embaladas e colocadas à venda. 



No final todas elas irão para esse hall onde podem ser cuidadosamente escolhidas pelos clientes, um show de cores e opções que deixariam qualquer um louco, acho que eu ficaria tonto e perdido olhando essas guitarras com tantas opções.



Vai uma Fender aí? Eu quero!!!



 Então é isso, galera, espero que essas imagens tenham causado boas reações a todos Fendermaniacs e que as informações possam chegar a todos os adoradores das Stratocasters. Assim, fica a dica para quem for viajar para a Califórnia e quem tiver de passar pela região de Los Angeles, se você estiver de carro (e provavelmente estará) é bem acessível e fácil de chegar lá, não perca essa oportunidade (eu jamais perderia) leva apenas entre 40 ou 50 minutos de carro e você estará em Corona, a Disney das Stratos/Teles para alguns... e fábrica de timbres e sonhos para outros...

 Observações:

O texto de introdução da matéria, bem como todas as fotos e imagens deste post me foram enviadas pelo próprio Duca Belintani, os comentários das fotos por William de Oliveira.


Para saber mais sobre Duca Belintani: