Olá amigos, a guitarra que trago hoje para a coluna "Um pouco de história" pertence a um grupo seleto das melhores Stratocasters já construídas em solo brasileiro, e afirmo, sem dúvidas nenhuma: é a melhor Stratocaster construída pela Giannini, desbancando todas as suas antecessoras. Como cheguei a tal conclusão? Através de um método muito simples utilizado pelo cientificismo popular: a comparação. Nesse caso, comparei a Giannini Stratosonic Pro com dois modelos construídos pela Giannini no mesmo período (anos 90). A Fender Southern Cross (construída pela Giannini) e a Giannini Stratosonic do mesmo período.
A Giannini Pro foi lançada em meados dos anos 90 (mais para o início) concomitante ao lançamento da Fender Southern Cross no Brasil, também construído na planta da Giannini. Acredito que tenha sido lançada praticamente no mesmo período para competir mercado com a Fender Southern Cross, causando um pequeno problema em razão disso. Como as pessoas preferiam comprar a Southern Cross em razão do logo Fender no headstock, em teoria é bem provável que a Giannini Pro tenha dado uma "encalhada" nas vendas.. e exatamente por isso, criaram-se poucas unidades. Devido a pequena tiragem (pequena produção) se vendeu muito pouco, hoje é praticamente impossível de se conseguir ou de se achar essa guitarra. A tiragem da Southern Cross também foi baixa, apenas 5000 unidades, embora ainda se encontre facilmente anunciadas a venda por aí. Certamente a tiragem da Giannini Pro foi bem abaixo desse número, provavelmente muito menos da metade desse número, levando em comparação os números da produção da Fender Southern Cross ditas pelo nosso saudoso Carlos Assale, presidente da empresa na época e responsável direto pela maioria desses projetos, inclusive dessa Fender em solo brasileiro.
A Giannini Pro foi lançada em meados dos anos 90 (mais para o início) concomitante ao lançamento da Fender Southern Cross no Brasil, também construído na planta da Giannini. Acredito que tenha sido lançada praticamente no mesmo período para competir mercado com a Fender Southern Cross, causando um pequeno problema em razão disso. Como as pessoas preferiam comprar a Southern Cross em razão do logo Fender no headstock, em teoria é bem provável que a Giannini Pro tenha dado uma "encalhada" nas vendas.. e exatamente por isso, criaram-se poucas unidades. Devido a pequena tiragem (pequena produção) se vendeu muito pouco, hoje é praticamente impossível de se conseguir ou de se achar essa guitarra. A tiragem da Southern Cross também foi baixa, apenas 5000 unidades, embora ainda se encontre facilmente anunciadas a venda por aí. Certamente a tiragem da Giannini Pro foi bem abaixo desse número, provavelmente muito menos da metade desse número, levando em comparação os números da produção da Fender Southern Cross ditas pelo nosso saudoso Carlos Assale, presidente da empresa na época e responsável direto pela maioria desses projetos, inclusive dessa Fender em solo brasileiro.
Mas ninguém pode dizer que a Giannini não tentou: para conquistar os clientes e fazer um pouco mais de frente para as Southern Cross do mesmo período, as guitarras eram muito bem construídas e saíram de fábrica com um hardware diferenciado, os captadores eram os EMG Select e esses eram dez vezes superiores aos limitadíssimos single coil em cerâmico equipados nas Fender Southern Cross para o mercado brasileiro.
Analisando alguns aspectos, chegou-se a conclusão: a Giannini Pro bate as duas na maioria dos critérios.
Aspectos avaliados:
Construção: Aqui a Giannini Pro bateria as outras duas por apresentar, na minha opinião, melhor encaixe entre as partes e melhor construção em relação ao corpo e ao shape do braço, tornando-a mais confortável.
G.Pro: Nota 8,0
Southern Cross: Nota 7,5
G.Pro: Nota 7,0
Southern Cross: Nota 7,5
G.Stratosonic: Nota 7,0
Shape do corpo: Nesse quesito a Giannini Pro bate fácil as outras duas. Levei em consideração o shape padrão da Stratocaster criada pela Fender, foi utilizado então o conceito da Fender dos anos 50' e 60' respectivamente.
G.Pro: Nota 8,0
Southern Cross: Nota 7,5
G.Stratosonic: Nota 7,0
Shape do braço: Aqui a Giannini Pro e Southern Cross empatariam. Possuem o shape do braço muito semelhante.
G.Pro: Nota 8,0
Southern Cross: Nota 8,0
G.Stratosonic: Nota 6,0
Headstock: Levando em consideração o recorte do headstock, a Southern Cross ainda apresenta um conceito melhor que as duas Gianninis.
G.Pro: Nota 7,0
Southern Cross: Nota 8,0
G.Stratosonic: Nota 7,0
Hardware: Aqui a Giannini Pro ganharia de goleada. Os captadores EMG Select vinham de fábrica e sem dúvidas era o grande diferencial da guitarra, conforme dito anteriormente, precisava ter algum atrativo extra para competir com a Southern Cross. Ganha em definição de harmônicos, atack, ganho e timbre.
G.Pro: Nota 8,0
Southern Cross: Nota 7,0
G.Stratosonic: Nota 5,0
Madeiras: As madeiras utilizadas pelas três foram quase as mesmas: Cedro no corpo e Marfim no braço. Disse quase porque a Giannini Pro tem uma diferença, a escala em Jacarandá, proporcionando aquele timbre mais gordo em razão dessa madeira, ajudado pelo empurrão dado pelos captadores da EMG Select.
G.Pro: Nota 8,0
Southern Cross: Nota 7,5
Timbre: Fica injusta a comparação quando a Giannini resolve equipar de fábrica a guitarra com os EMG Select e nos outros dois modelos captadores single coil cerâmicos da pior qualidade. Aqueles da Giannini Stratosonic 90' que imitavam os Lace Sensor na aparência eram horríveis.
G.Pro: Nota 8,0
Southern Cross: Nota 7,5
G.Stratosonic: Nota 5,0
G.Pro: Nota 7,5
Southern Cross: Nota 7,5
G.Stratosonic: Nota 6,0
Peso: Como usaram praticamente as mesmas madeiras, com exceção da escala da Giannini Pro, possuem as três guitarras praticamente o mesmo peso, havendo pouca diferença entre um modelo e outro.
Empate técnico.
Empate técnico.
G.Pro: Nota 7,0
Southern Cross: Nota 7,0
G.Stratosonic: Nota 7,0
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Conclusão
Como vocês podem ver, dos dez critérios avaliados, a Giannini Pro venceria em pelo menos cinco dos critérios listados acima (construção, shape do corpo, hardware, Madeiras e Timbre), perdendo apenas para a Southern Cross em um critério, que possui o recorte do headstock mais padronizado que a Giannini Pro e a Giannini Stratosonic 90' (ambas possuem o headstock semelhante). A guitarra do post pertence ao acervo da coleção particular de Leonardo Soares, admirador e profundo conhecedor das guitarras vintages brasileiras com quem aprendo diariamente sobre todos os instrumentos. Ele carinhosamente me emprestou para eu testar e avaliar (conhecer) o instrumento. Sendo sincero, claro que me surpreendeu porque eu nem sabia da existência dessa guitarra. Foi o próprio Leonardo quem me apresentou essa raridade e pode me contar um pouco mais sobre as histórias desse instrumento. Eu nunca tinha visto antes, nem em catálogos da época e muito menos à venda. O Leonardo também me disse que essa guitarra não saiu nem nos catálogos da Giannini da época, apenas em alguns livretos de cifras que se comprava antigamente nas bancas de revista. O período dela nós deduzimos pela proximidade com a Giannini Stratosonic dos anos 90 e por conhecermos um pouco a história da empresa.
Se alguém tiver essa guitarra em casa e quiser vender, entre em contato com o blog, preciso urgentemente dela no meu acervo kkkk
Brincadeiras a parte, vou seguir garimpando por aí para ver se dou sorte e encontro uma dessas para mim, é isso galera, por enquanto é só!
William de Oliveira






















