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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Stratosfera: Giannini Supersonic 78


Olá amigos, é com imenso prazer que retomo em 2018 as postagens do blog, e com plena certeza de conquistar mais adeptos e aumentar o público (grupo) de leitores que nos acompanharam por todos esses anos. Para começar, vamos trazer de volta a ativa a coluna "Stratosfera", onde a ideia é trazer a vocês outros modelos de guitarras (além das Stratocasters), bem como novidades sobre pedais, amplificadores, captadores entre outras coisas. Lembrem disso, a Stratosfera tem por objetivo trazer todo o universo de equipamentos que nos ocupam os pensamentos, as ideias e porque não, nossas vidas! 


Nome: Sérgio Climaco
Cidade: Curitiba – PR.
Proprietário: Giannini Supersonic 78
Serial Number: Essas Guitarras na época não tinham número de serie





(Eu perguntei ao Sérgio o que significava essa foto e ele me disse que era a única foto que tinha com uma Sonic, e que a menina era um ex namorada no qual ele preferiu omitir o rosto kkk)

Conte um pouco da sua história com o instrumento: onde, como e quando comprou?

       Sou Publicitário, hoje com 61 anos, e sempre trabalhei na área da Comunicação, atuando na área comercial das maiores rádios do Brasil, como, Jovem Pan FM, Mix FM, 91 RockFM, FM Antena 1, Mundo Livre FM, e a famosa Rádio Independência AM, todas em Curitiba, aprendi a tocar violão em 1968 quando tinha 13 anos (isso a 48 anos atrás), e me interessei pelas guitarras no início dos anos 70, o “auge” das grandes Bandas de Rock mundial. Nessa época aqui em Curitiba era muito difícil comprar bons instrumentos musicais, o que conseguíamos eram as Tonantes e Gianninis que tinham valores mais acessíveis (Não muito), ao nosso bolso da época. Como nunca consegui financeiramente comprar uma Giannini Sonic II, (meu sonho), sempre usei e comprei as mais baratas as Tonantes. E mesmo assim sempre fiquei a admirar a Giannini na vitrine de uma loja famosa aqui “ A Sartori da Marechal” que já não existe mais. Enfim o tempo passa e o mundo mudou pela globalização, e daí partir para as “Fender” adquiri amplificadores e guitarras  desta marca tão famosa, e toquei com amigos, com a banda Beko durante 20 anos até que um dia no OLX achei para venda uma Guitarra uma Guitarra Tonante por R$ 25,00, o rapaz que me vendeu ganhou de um tio avo que comprou ela em 1974 na mesma a loja Sartori, estava inteira de madeiras e mais ou menos de pintura , mas sem captador e as tarraxas quebradas, comprei e fiz um Upgrade nela, tarraxas novas, captação, etc.. Como gostei muito do som que ela ficou, resolvi vender todas as minhas fender (3) e começar a correr atrás das guitarras antigas,  até que achei uma Giannini super Sonic da cor que eu queria em são Paulo o proprietário dela era o Eduardo Bortolucci , ele não sabia muito da história dela, mas já estava com ela a alguns bom anos, o ano de fabricação dela é de 1978 segundo os especialistas em Giannini, aliás não comprei ela , troquei numa Squeir coreana, e hoje tenho as minhas Tonantes e as Gianinnis, só faltava a Sonic II, que ainda vou achar. Estou enviando uma foto de exatamente tirada em 28.12.1974, sábado entre 15 e 16:00, sei exatamente por que no dia 31.12.74 me acidentei de moto, e nesta foto estou segurando um Sonic II laranja e meu Amigo de coração, hoje o famoso artista Plástico Álvaro Borges Junior, meu companheiro de muitas... e ele com uma Giannini Sonic, o amp também é Giannini, e a garota... até me deu muita dor de cabeça na época...rsrsrsrs

 

Para você, o que representa ter uma Giannini Supersonic?

Hoje ter uma Giannini para mim pelo menos, representa fazer parte da história da música no Brasil, e ter a guitarra mais famosa do Brasil, e que faz sucesso ainda no mundo inteiro, sei por meu filho mora em Boston e mostrou as fotos dela para a um americano que coleciona amps e guitarras e ele adorou.


Faz parte da minha história na Musica:

Sim com certeza, até hoje grandes guitarristas já tocaram ou tem uma Giannini, o grande ídolo hoje é o Edgar Scandurra, que nos shows sempre leva ela.


Como você definiria o som desse instrumento?
Sensacional, único e não perde nada para qualquer marca de guitarra no Mundo, apesar de muitos não concordarem, porem esses que falam mal, na realidade não sabem o que é fazer música de verdade. EX. Usar uma tonante com cordas canários(aquelas que tinha uma peninha na ponta), fazer as próprias palhetas de plásticos com tesoura e tudo isso ligado num amp dos Irmão Vitale o checkmate.



Qual o principal ponto forte da guitarra?

O conceito de fabricação e o timbre que é único.

Qual o principal ponto fraco da guitarra?

Para mim não existe, já vi grande guitarristas tocarem, e com certeza absoluta, se dessem para o Jimmi Hendrix um cabo de vassoura com uma corda, garanto que sairia o maior som, aliás estive na exposição dela em São Paulo e puder admirar a guitarra branca de Woodstock, que tem uma energia que nuca senti na vida (Foto anexa). Agora imagine se ele tivesse tirado uma foto com ela, hoje seria com certeza um ícone.


Pretende fazer algum upgrade ou já fez alguma modificação na guitarra?

Sim, ela já veio com a ponte original trocada por uma tune matic, onde se regula bem as oitavas. E eu troquei internamente os potenciômetros para volume A500K e tone B500k, o resto é toda original, é tão boa que não necessita mais que isso.



O que você diria as pessoas que não conhecem o modelo, ou que sempre ouviram falar mal sobre a Giannini, em razão da falta de critérios e padrões da empresa na construção de instrumentos musicais?


Aliás já até briguei no bom sentido é claro, com algumas pessoas, que acham que ela ´não presta, na realidade o que falta a essas pessoas é informação. Eu e um monte de guitarristas também, que a Giannini Super Sonic é a melhor guitarra já fabricada no Brasil. Eu pelo menos acho isto.










sábado, 28 de maio de 2016

Pedal Boss Acoustic Simulator AC-3, um dos piores pedais já feitos pela Boss



Olá amigos, inaugurando a nova coluna do Blog com o nome de "Stratosfera", para a primeira postagem da coluna eu juro que tentei dar um título que fosse menos sensacionalista para a postagem mas acho que não consegui. A Boss é uma das marcas mais famosas de pedais de todos os tempos e que certamente é dona da maior parte dos pedais vendidos do mercado, mas que nem sempre acerta em agradar o público com certos lançamentos e relançamentos. A lista de pedais que não têm boa aprovação popular vai desde os drives e distorções mais antigas e fora da linha de produção atual como o Heavy Metal HM-2, o Digital Metalizer MZ-2, o Hyper Metal HM-3, até os atuais e tão menos aclamados como o Metal Zone MT-2 ou o Compression Sustainer CS-3, mas acho que nenhum desses pedais dessa lista que encabeça os modelos mais rejeitados pelos usuários e adoradores da Boss me decepcionou tanto quanto o Acoustic Simulator AC-3. 





Comprei esse pedal novo esse ano de 2016 através de um amigo que me vendeu por ter usado o pedal por um tempo muito curto, estava em estado de zerado, com caixa e todos os manuais. Estávamos em formação recente da nossa banda e eu não tinha dinheiro suficiente para comprar um bom violão para tocar algumas poucas músicas do repertório que faríamos e que precisava serem feitas no violão e naquela de economizar e "quebrar o galho" acabei entrando na onda do AC-3. Eu tinha visto vários vídeos profissionais (a maioria propaganda da própria Boss) e não profissionais e mais "caseiros" do pedal para ter uma ideia do que eu encararia de frente caso decidisse por adquirir a unidade e confesso que gostei bastante do que vi, inicialmente, seria a estratégia mais eficaz e barata para poder tocar as músicas do setlist no violão, mas "sem ter um violão". Entusiasmado pela boa resposta dos vídeos, fechei a compra do pedal com esse amigo e fui para casa cheio de esperança testar o pedal. Antes de ligar e testar, li praticamente quase todo o manual e encontrei alguns exemplos de regulagens para Single e para Humbucker, o que me agradou bastante a ideia de poder testar com guitarras e captadores diferentes. Testei o pedal com várias guitarras que tenho aqui em casa e inicialmente até me dei por satisfeito, mas o que eu não sabia e infelizmente logo iria descobrir é que usar esse pedal para tocar em casa no seu quarto é uma coisa, tocar com o pedal na banda é outra experiência totalmente diferente.




O pedal apresenta quatro opções diferentes de regulagens chamadas de Jumbo, Standard, Enhance e Piezo. As quatro opções simulam quatro tipos timbristicos diferentes de violões. variando as possibilidades de acordo com o tipo de captadores que você está usando. O problema começa quando você liga o pedal e misteriosamente aciona ruídos aos seu som, aquele tradicional "HUM" aparece e você fica se questionando o motivo, já que o pedal não deveria teoricamente apresentar essa característica. O pedal quando mal regulado, adiciona uma espécie de compressão ao som fazendo com que o timbre fique de um violão muito ruim, vai ser mais perceptível tocando junto à uma banda do que tocando apenas com uma guitarra em baixos volumes e dentro de casa. Além disso, quando regular em captador Single, cuide bem para não colocar com altos valores ou nada muito perto do máximo o knob TOP, para que não fique com aquela característica de timbre metalizado, isso mesmo, sai um som metalizado de violão insuportável. Eu me enganei muito vendo os vídeos no Youtube, aquele timbre maravilhoso de violão não tem nada a ver quando você liga o pedal e já sente aquele "HUM", aquele "up" que parece que tem adicionado junto um pedal de compressor ligados adicionando não só o desejado sustain, mas todo o tipo de ruídos e compressão indesejada para o efeito. Outra coisa que eu constatei, não use o efeito com nada junto, nem pense em adicionar um compressor ou um chorus ao efeito, simplesmente não funciona.. não "casa" junto, o som ficará embolado e não há combinações sustentáveis.. pelo menos não em altos volumes tocando junto com uma banda, talvez tocando no seu quarto com volumes muito baixos. Fica aqui minha insatisfação pessoal com o produto, testem e tirem suas conclusões, mas não adianta testar dentro do quarto, pois isso eu fiz inicialmente ao testar todas as regulagens orientadas de fábrica e outras que encontrei pela internet e até digo que me dei inicialmente por satisfeito, mas depois a experiência foi ruim. Para não pontuar apenas os pontos negativos do pedal, o principal ponto positivo me parece ser o knob de ajuste do reverb, achei bem legal, bem fiel ao reverb proporcionado com a simulação dos violões. É isso galera, por enquanto meu feedback é esse, se eu tiver novas experiências com o pedal eu postarei aqui novamente. Abraços!

William de Oliveira