terça-feira, 7 de outubro de 2014

Cuidados na hora H: como comprar seus instrumentos?



Olá amigos, a seguinte postagem é dedicada para aquele cara inseguro na hora de comprar seus instrumentos e escolher qual guitarra irá levar, acabou ficando com dúvidas: não deixe para o vendedor da loja decidir por você! Você mesmo é capaz de fazer suas próprias escolhas! É claro que ouvir uma orientação de alguém com mais experiência pode ser válido, mas é preciso tomar alguns cuidados quando for comprar seu instrumento:




O primeiro cuidado é não se deixar persuadir pelo vendedor da loja, lembre que ele talvez não esteja pensando no que é melhor para você e sim na comissão que irá ganhar com a venda.




O segundo cuidado é tentar testar todas as opções possíveis antes de fazer sua escolha, se você tem medo de passar por chato ou inconveniente saiba que testar o produto antes de levar é um direito seu.




O terceiro cuidado é pesquisar bastante na internet, antes de entrar na loja e comprar um instrumento, procure por blogs, sites e fóruns por todas as características e especificações básicas do que você quer comprar, sempre é bom ler um pouco as opiniões de quem comprou e gostou ou de quem comprou e se arrependeu.




O quarto cuidado é tentar filtrar essas informações: cuidado com os "experts amadores". Esses caras estão por aí opinando na base do senso comum, ás vezes nunca chegaram a testar o produto, mas como o amigo do amigo falou que não presta, então é porque não presta.




O quinto cuidado: nem sempre o que é mais caro pode ser melhor ou o mais indicado para você.




O sexto cuidado: tente primeiro saber ou entender qual sua demanda e a partir daí ficará mais fácil. Você quer tocar em banda ou apenas em casa? Quer um instrumento profissional ou mais básico para aprender a tocar? Lembre-se que ninguém começa com uma Fender ou uma Gibson. Quer tocar rock, heavy metal ou blues? Pesquise.




O sétimo cuidado: antes de comprar da loja, tente garimpar na internet. Ás vezes um instrumento usado em boas condições de uso vale mais apena que um instrumento novo. Se consegue muitas vezes o mesmo instrumento pela metade do preço, ás vezes com menos de 1 ano de uso, lembre-se que muitas pessoas compram um produto e acabam não se adaptando as suas características, por tanto, acabam vendendo tão rápido quanto foi a compra.





William de Oliveira

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Fender brasileira: o fim da parceria com a Giannini


Carlos Assale que me desculpe, mas trago dois exemplos da falta de padrões nas Southern Cross, que retratam bem aqueles últimos meses de trabalho da  parceria Fender/Giannini em meados de 1995. Muitos falam da falta de comprometimento com os padrões americanos, outros afirmam que os royalties cobrados impossibilitaram dar continuidade ao sonho brasileiro. Verdade seja dita: já tive três exemplares do modelo.. ambos diferentes. O primeiro exemplar de 1992/1993 e o segundo exemplar do último lote de 1995. É possível identificar duas diferenças no braço: primeiramente, a diferença no recorte do headstock (Shape) e segundo, o filete que cobre o tensor na parte de trás, sendo que no exemplar de 1992/1993 era de madeira clara e na de 1995 parece ser de madeira mais escura, talvez Jacarandá.


Na imagem acima, percebe-se a diferença entre os headstocks, o da esquerda pertence ao último lote (1995) e é visivelmente menor do que o modelo ao lado, a direita um exemplar dos lotes produzidos em 1993/1994. Não deve-se levar em conta a diferença dos rebaixadores de cordas, pois customizei na época o braço da direita com os rebaixadores da Fender, também coloquei tarrachas do tipo Kluson para dar o ar vintage.Os rebaixadores originais são em forma de "bastão", como se pode ver no modelo a esquerda. 


                                                  Exemplar do último lote (1995)

O filete de madeira que cobre o tensor do braço ganha um destaque pela madeira escura, não tenho certeza de que madeira é, lembra bastante o ébano, mas não posso afirmar com certeza e exatidão o tipo certo que usaram nesse modelo.


                                 Exemplar pertencente aos primeiros lotes (1992/1993)

O filete de madeira que cobre o tensor no modelo acima ganha um destaque pela madeira mais clara que a anterior, também não posso afirmar com certeza e exatidão o tipo certo que usaram nesse modelo. Já tive também um braço de Southern Cross do último lote de 1995 que a escala era colada, ou seja, nada de uma única peça como eram as primeiras. 

Uma pena que em meados de 1995 a coisa morreu. Quem não gostaria de ter uma Fender brasileira de baixo custo e boa qualidade (a preço acessível) como é no México? Pena que muitos outros fatores resultaram no declínio das SC, escrevendo esse post... penso se tivesse sido diferente.. será que hoje teríamos bons instrumentos construídos aqui? Tudo me faz pensar que não! Mais cedo ou mais tarde a coisa iria desandar..  

As guitarras originais saíram de fábrica nas opções preta, vermelha metálica (Cherry) que constantemente costuma ser confundido nesse modelo por CAR (Candy Aple red) e Sunburst azul com preto (Moonburst). Eu afirmo categoricamente que não é Candy Aple Red porque a Fender costuma usar como padrão no processo de fabricação das CAR a aplicação de uma base metálica gold, como um dourado metalizado ouro e então aplica-se o verniz tingido de vermelho para dar o efeito magnífico da chamada "maçã do amor". Nas minhas Fenders americana e japonesa, ao desmontar o escudo e olhar com cuidado a parte interna da cavidade dos captadores, se percebe pontos onde o verniz tingido na coloração vermelha não pegou e é possível ver o dourado bem amarelado. Nas Cherry o processo é diferente, aplica-se diretamente a tinta sem nenhum mistério. Atualmente a vermelha (Cherry) e a preta são as mais comuns em se encontrar a venda no mercado, a Moonburst sumiu um pouco e quando aparece geralmente é mais cara que as outras, razão de grande procura entre os colecionadores.

Inicialmente a ideia era inovadora em nosso país, a parceria tinha grande projeção e o sonho de se construir um instrumento com a qualidade da Fender animava os brasileiros. A produção começou muito bem em 1992 já que o projeto foi desenvolvido em 1990/1991, mas claramente a coisa desandou no último lote de 1995, parece que as guitarras foram construídas de qualquer jeito, sem padrões. Não culpo exatamente isso pelo fim da parceria, entendo que o chamado "custo Brasil" de fato, motivou a decisão. Quer comprar uma Southern Cross? Uma dica: compre das primeiras!


Linha do tempo:

1989: Último ano de Carlos Assale no comando da Dolphin;
1990: Carlos Assale assume o comando da Giannini;
1991: (Janeiro/Junho) Viagem para os USA, apresentações em Corona e contrato com a Fender;
1991: (Julho/Dezembro) Primeiras amostras e tentativas de reprodução do shape Fender;
1992: (Janeiro/Junho) Ajustes finais e organização da estrutura na fábrica para início da produção;
1992: (Julho/Dezembro) Início da produção 1º lote (sem vendas)
1993: (Janeiro/Junho) Início das vendas com selo "Squier Series" (1º lote);
1993: (Julho/Dezembro) Vendas do 2° lote (ainda com o selo "Squier Series);
1994: (Janeiro/Junho) Substituição do selo "Squier Series" pelo selo "Southern Cross" (1º lote);
1994: (Julho/Dezembro) 2° lote de vendas da Southern Cross.
1995: (Janeiro/Junho) Perda significativa na qualidade de construção + falta de padrões + altos encargos + royalties + funcionários insatisfeitos.. etc..
1995: (Julho/Dezembro) Fim da parceria;



William de Oliveira

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Vídeo: Uma pequena parte da coleção

Apresento aos amigos uma parte do acervo ao som de Steve Ray Vaughan - Lenny, boa diversão!




É amigos, empilhar lado a lado 22 Stratocasters no meu quarto deu bastante trabalho.. mas valeu a pena.. nunca tive a oportunidade e tempo de fazer isso, eu queria filmá-las para compartilhar nas redes sociais e aqui mesmo no blog. Não reparem na baixa qualidade da imagem.. foi feito com uma Sony bem despreparada, mas o que vale é a intenção.. dá para se ter uma ideia de duas coisas: o quanto é legal ter várias guitarras e o quanto ocupa de espaço. É claro que eu costumo acomodá-las de outra forma, geralmente elas ficam acomodadas no case ou em seus bags.. não costumo colocá-las lado a lado em pé.. dessa forma ocupa muito espaço, como vocês mesmos poderão perceber no vídeo. Usei como editor de vídeos um programinha gratuito bel legal que se encontra na net, para quem nunca editou nada pode parecer complicado em um primeiro momento, mas depois se torna fácil na medida em que você vai editando e editando...



William de Oliveira

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sx SKY Stratocaster - Made in China

#020


Nome: SX
Modelo: Stratocaster
Série: FST 62 SKY Series -
Madeira do corpo: Alder
Madeira do braço: Maple Oriental
Escala: Rosewood
Corpo - Shape: Stratocaster
Número de casas: 21
Headstock: Small Headstock
Neck Plate: Standard 4 furos
Configuração dos captadores: S/S/S
Captadores: Ceramico
Chave seletora: 5 posições
Controle: 1 Volume - 2 Tone
Cores: Three Color Sunburst
Ponte: Vintage Style - 6 parafusos
Tarrachas: Originais
Escudo e Knobs: Escudo Preto com knobs Aged White
Fabricação: Made in China
Ano: 200? Início dos anos 2000
Fabricante: Sx 
Importadora: Habro
Período de Fabricação: 2000 / 2003

Avaliação do Blog:


Braço: A-

Corpo: B+
Headstock: A-
Tocabilidade: A-
Hardware: B+
Captadores: B-
Construção: A+
Timbre: A-
Acabamento: B+
Madeiras: A-
Histórico: C-

Avaliação de Mercado:


Geralmente anunciado: nunca encontrei nenhuma à venda.

Valor justo: R$ 1200/1400.
Barbada: R$ 600,00.
























Fender Southern Cross - Made in Brazil - 1994

#019

 
Olá galera, para o exemplar de número 19 apresento minha terceira Fender Stratocaster Southern Cross de meados dos anos 90 (essa é do lote de 1994). Essa guitarra é geralmente anunciada na casa dos R$ 2500,00 Reais, valor que considero justo devido raridade em encontrar uma original, bem conservada e Moonburst!, 



Especificações:

Nome: Fender
Modelo: Stratocaster
Série: Southern Cross
Madeira do corpo: Cedro Rosa
Madeira do braço: Marfim
Escala: Marfim
Corpo - Shape: Stratocaster
Número de casas: 21
Headstock: Small Headstock
Neck Plate: Standard 4 furos
Configuração dos captadores: S/S/S
Captadores: Originais ceramico (upgrade USA Reissue 62)
Chave seletora: 5 posições
Controle: 1 Volume - 2 Tone
Cores: Moonburst
Ponte: 2 pinos
Tarrachas: Originais
Escudo e Knobs: Escudo amarelado com Knobs aged white
Fabricação: Made in Brazil
Ano: 1994
Fabricante: Fender em parceria com a Giannini
Período de Fabricação:1992 / 1995

Avaliação do Blog:


Braço: B+

Corpo: A-
Headstock: B-
Tocabilidade: A-
Hardware: C+
Captadores: C+
Construção: B+
Timbre: B+
Acabamento: A+
Madeiras: B+
Histórico: B+

Avaliação de Mercado:


Geralmente anunciado: R$ 2500,00

Valor justo: R$ 2500 (Moonburst) / R$ 3000,00 (Upgrades).
Barbada: Qualquer valor abaixo de R$ 2000,00.