segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Raridade do mês: Fender Stratocaster 1966 CBS Yngwie Malmsteen


Olá galera, o post a seguir é dedicado a nossa raridade do mês de Fevereiro e é para deixar qualquer admirador de Stratocasters babando: nada mais nada menos do que mais uma belezinha foi à venda do acervo do icônico Yngwie Malmsteen e algum cara com muito dinheiro e muita sorte de estar no lugar certo e na hora certa fez a graça de comprar. O item é uma Fender Stratocaster ano 1966 (lembrando que a CBS assumiu o controle da Fender em 05 de Janeiro de 1965, portanto, esse exemplar é pertencente à era CBS e não Pré CBS conforme erroneamente colocamos no enunciado antes) escalopada com dois captadores Dimarzio HS3 (ponte e braço) como mostram as imagens. Ah, essa belezinha ainda acompanha certificado de autenticidade com a assinatura do mestre, caso alguém ainda venha a duvidar ou questionar o fato de ter ou não pertencido à coleção particular de YJM. Chega de papo, vamos ás fotos:


Fender Stratocaster que pertenceu a Yngwie Malmasteen

Datada de Setembro de 1966 - Período CBS

Detalhe do logo com relic

Detalhe da escala levemente escalopada

Yngwie Malmsteen com a unidade à venda

Certificado de autenticidade

Encaixe do tróculo

Saddles e ponte

Big Headstock

Dois captadores Dimarzio HS-3 (Ponte e braço)

Eu sempre soube que o Malmsteen teve duas paixões na vida dele, a primeira as Stratocasters, e a segunda, as Ferraris, Não é atua que nos últimos tempos o Sueco vem vendendo parte do acervo dele colecionável para comprar mais desses esportivos, acredito que ele esteja naquela fase onde a pessoa cria aquela obsessão por adquirir/consumir certas coisas que fogem do nosso poder de compra, mas não dele, é claro. Já vi várias outras guitarras à venda do acervo dele, inclusive uma Stratocaster de cor preta veio a Brasil e esteve à venda, um instrumento que o Malmsteen vendeu exatamente para negociar outra Ferrari. O modelo também vinha com certificado de autenticidade com a assinatura dele e um vídeo onde ele aparece tocando com a unidade a venda! Eu fico doente de ver essas coisas, confesso que se tivesse condições financeiras melhores certamente faria algum esforço para adquirir e acrescentar no meu acervo, seria um sonho.. mas ai eu me acordo desse sonho e me lembro que sou brasileiro, e nos tiraram esse direito de sonhar.. por enquanto.. é isso pessoal, espero que tenham gostado do post. Até a próxima!

William de Oliveira

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Galeria de arte Stratocaster: Tema Ibanez Stratocaster 1974


Olá amigos, venho a compartilhar um pouco mais das novidades que separei para o mês de Janeiro, onde o primeiro mês do ano de 2016 foi escolhido para explorar na nossa ilustre galeria de arte uma sequência de fotos abordando novamente mais uma conhecida guitarra japonesa Ibanez Stratocaster (Já tínhamos postado a Ibanez Roadstar na Galeria de arte Stratocaster do mês de Novembro de 2015), então é a segunda vez que eu posto uma Ibanez no blog e prometo que aparecerão mais, até porque Stratocaster não é só Fender né galera, preciso explorar um pouco de tudo.. tanto das nacionais quanto das internacionais. Como a Roadstar é um modelo Superstrato (nasceu da Stratocaster) e sem dúvidas é considerada como a evolução da Stratocaster, não vejo motivos para não postar aqui uma legítma Ibanez Stratocaster!  Aparentando qualidade dentro da média, esse instrumento é extremamente interessante mas dificilmente de se encontrar em solo brasileiro, acho que a única forma de encontrar seria pelo Ebay, onde provavelmente iremos encontrá-la em bom estado de conservação, original e mas não a preço acessível, graças a desvalorização do Real frente ao Dollar. Exemplar dos anos 70, essa unidade mantém o charme e a beleza das Stratocasters em sua essência e a eficácia dos instrumentos japoneses característicos desse período. Como já foi dito anteriormente aqui, mas sempre vale ressaltar, a Ibanez é uma marca que começou a ser produzida no Japão na planta da FujiGen Gakki, mundialmente conhecida e difundida por grandes músicos no mundo inteiro, embora ainda não exista muito reconhecimento nos Estados Unidos exatamente por ser japonesa, os americanos infelizmente ainda não dão total crédito sobre esses instrumentos pelo fato de não serem construídos em solo americano, o que é uma grande bobagem, pois muitos instrumentos americanos produzidos no mesmo período dos anos 80 não tinham basicamente nada de especiais, apenas preenchiam o mercado com instrumentos baratos sem nenhuma qualidade na construção ou ao que se refere as madeiras e acabamento, sendo superadas facilmente pelos instrumentos japoneses.


Segundo os critérios do anunciante e proprietário do instrumento:

Pertence ao lote das primeiros 2375 unidades em Natural Finish (acabamento natural em verniz). Construído em 1974 na FujiGen Gakki, não se apresenta muito em seu estado original, mas um grande instrumento com grande som também.

Corpo: Ash
Braço: Shape médio C
Escala: Maple (Fretboard)
Trastes e Saddles recém colocados
Captador Humbucker : Maxon Alnico com bobinas individuais
Eletrônicos de alta qualidade
Peso: 3,6 kg

Condição: A mecânica da corda E é um pouco mais frágil do que as outros. No geral, uma condição bastante apresentável.

Som: Muito, muito ressonante e vibrando alegremente. Especialmente nos trastes mais baixos é um contador de uma cativante vitalidade, é claro, juntamente com o timbre típico. O humbucker é grande; na posição tudo ocorre para metal com timbre gordo. Ela tem som limpo e dinâmica para o braço. Muitos tons, quente e bluesy.
















































segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Desenterrando uma lenda: Violão Fender Southern Cross


Olá amigos, é bem verdade que sempre que abordamos o tema "Southern Cross" no blog, logo lembramos das lendárias Stratocasters lançadas no Brasil em meados dos anos 90 pela Fender em parceria com a nossa saudosa Giannini. O problema é que sempre nos esquecemos de mencionar que naquele mesmo período, a Fender também lançou um violão que praticamente é aquela história: "ninguém nunca sabe, ninguém nunca viu". Dificilmente você, caro leitor, irá encontrar algum artigo ou post na internet sobre esse violão, (eu já procurei no Google e não encontrei absolutamente nada concreto) no máximo alguma citação em algum post do Facebook, mas quase sempre sem muitos detalhes ou contendo informações superficiais. Até mesmo se você for procurar imagens do instrumento, o que os caras postavam eram sempre violões controversos, nem sempre batendo as informações com o violão legítimo lançado pela Fender em solo brasileiro. Esse post então, retrata fielmente a primeira postagem escrita e registrada na Internet por alguém sobre esse violão. É claro que, havendo essa oportunidade, não deixaríamos de trazer para vocês e contar um pouquinho dessa história. 

Em meados de 2012 eu conheci através da Internet um cara que dizia gostar de instrumentos brasileiros vintages e que, mais tarde, se tornaria um dos meus melhores amigos. Por morar na época próximo a minha cidade, e por mudanças do destino, Leonardo Soares acabou por se mudar para Pelotas, cidade na qual resido atualmente. Algum tempo depois, e adquirindo instrumentos aos lotes para sua coleção, eis que aparece um lindo violão Fender Southern Cross. Na época o próprio Leonardo comentou comigo da aquisição do instrumento mas a verdade é que não dei muita importância. Estava eu iniciando uma coleção de guitarras Stratocasters e até então os violões não eram de meu interesse. Segundo o Leonardo, o violão veio através do site de compras Mercado Livre em 2013 (mas estava na própria cidade de Pelotas, na casa do antigo dono) e assim o manteve junto a ele até hoje. Passados alguns anos (mais precisamente três anos) tivemos a ideia de quebrar a paralisia de nossas vidas que seguem padrões e rotinas pré estabelecidas e imutáveis com a ideia de juntar alguns amigos e tentar formar uma banda de Hard Rock e Pop Rock, com músicas que vão desde os anos 60 a atualidade. No repertório, existe uma grande variedade de bandas e artistas, que vão desde John Lennon a Metallica, Dire Straits a Bon Jovi. 

Nessa empreitada de tirar músicas, organizar setlist, reunir os amigos e tocar nos ensaios, eis que o Leonardo me aparece com o violão Fender Southern Cross que já havia me apresentado anteriormente em visita à sua casa, mas que naquela ocasião, confesso que não identifiquei imediatamente se tratar dessa peça construída pela Giannini em meados dos anos 90. Para mim, na ocasião, era um simples violão Fender, sendo corrigido pelo próprio de se tratar do raro violão Southern Cross. Eu venho usando esse violão nos ensaios e coube meus mais sinceros elogios ao som do violão, onde me acostumei e me adaptei com seu braço, seu shape e suas formas o mais rapidamente possível. O captador me parece sem muita definição, mais puxado para os agudos, precisando equalizar na mesa ou no amplificador para dar aquela equilibrada, outro ponto fraco são as tarrachas, que são praticamente as mesmas utilizadas nas guitarras. Elas até seguram a afinação entre uma música e outra, mas a falta de precisão fica evidente na hora de afinar o instrumento. Braço confortável, é um violão clássico para acordes, não é um violão para fazer solos. Seu timbre é bem aberto quando tocado desplugado dos amplificadores, mantendo aquele timbre relativamente aveludado que procuramos nos violões. Vamos as informações:

Especificações:


Nome: Fender
Modelo: Folk
Serie: Southern Cross - GWSFLK
Fabricação: Made in Brazil
Ano: 1995
Fabricante: Giannini/Fender
Período de fabricação: 1992 / 1995
Madeira do tampo: Laminado de Sitika
Madeira da faixa e fundo: Laminado de Mogno
Madeira do braço: Mogno

Escala: Pau Ferro
Número de casas: 20Controle: 1 Volume - 1 Tone
Hardware: Captadores Shadow

Tarrachas: Originais cromadas
Largura do braço na pestana: 42mm
Curvatura da escala: 240mm
Comprimento da escala: 648mm

Avaliação do Blog:

Braço: B+
Corpo: B+
Headstock: A-
Tocabilidade: B+
Hardware: C+
Captadores: C+
Construção: B+
Timbre: B+
Acabamento: B+
Madeiras: A-
Histórico: B+


Avaliação de Mercado:

Geralmente anunciado: ?
Valor justo: ?
Barbada: ?