quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Amigo Strateiro: Guitarra State of the art Stratocaster


Olá amigos, é com prazer que venho a informar que devido ao início da popularização e do aumento do número de views de países estrangeiros, é cada vez mais crescente o interesse de pessoas de toda parte do mundo em buscar um espaço para publicar no blog, foi por isso que decidi fazer uma maratona de posts da coluna amigo Strateiro. Para iniciar esse relato, um amigo estadunidense entrou em contato para poder compartilhar conosco sobre alguns de seus instrumentos musicais. É com alegria que recebo esse tipo de pedido, pois me dá confiança para poder seguir em frente com as postagens e saber que apesar de nossa preocupação para cada vez melhorar o Blog, ainda assim estamos no caminho certo. Das muitas guitarras de sua coleção (segundo Jerry me contou, ele já teve mais de 20 guitarras e agora possui apenas doze, justificou que pretende ficar apenas com as "boas"). Durante nosso diálogo, ele me mostrou algumas de suas Stratos, onde fiz a escolha desse modelo coreano que jamais tinha visto, e pela curiosidade das informações que seriam levantadas. Jerry acompanha o blog com muita frequência e certo entusiasmo, segundo nos contou, "I see it all the time! Cool!!", e apesar de saber espanhol, acredito que ele utilize a ferramenta de tradução do blog para facilitar sua compreensão, como muitos outros estrangeiros. Vou postar a entrevista primeiramente em Inglês, para quem tiver facilidade poder ler no original. Claro que não me esqueci de fazer a tradução. Chega de papo, vamos curtir essa novidade?


Nome: Jerry Gee
País: USA/Miami
Proprietário: State of the art
Serial Number: --


Especificações do modelo:


Nome: State of the art
Modelo: Stratocaster
Série: ?
Madeira do corpo: Laminate Body
Madeira do braço: Maple
Madeira da escala: Maple
Número de casas: 21 casas
Configuração dos captadores: SSS
Captadores: Originais (menos o da ponte)
Chave seletora: 5 posições
Controle: 1 Vol e 2 Tones

Cores: Silver

Ponte: Vintage Style – 6 parafusos
Escudo: Black
Knobs: Black

Fabricação: Made in Korea

Ano: 80' (Adquirida em 1984)

Fabricante: Marlin Guitars

Serial Number: --


Tell us about your history with this guitar: where, how and when bought this model.


I brought it used from a personal auction. It's was made in the 80 perhaps 84. It has a laminate body and maple neck. It was made from a company named marlin guitars in Korea.





In your opinion, what represents for you play an State of the art guitars?


The guitar plays like a old fender stratocaster, very warm and bright. You could spend 800 to 2500 to find one that plays the same. The guitar aged well, it was well kept. 





How could you tell us about the sound of this guitar?


Neck pickup is warm n bright, middle very mid range, n smooth the bridge pickup wasnt working. The neck is excellent for a 30 yr old guitar. It's a dream to hear n play a 30 yr guitar. 


What is the main positive point of this guitar?


Nice design n color for the year, neck feels smooth, l looked at the electronic they are original n clean. Very cool color it's silver with a hint of champagne. 


What is the main negative point of this guitar?


The broken pickup would love to hear it, I may get it fixed. Cheaper tuning pegs.


Do you want to make some upgrade ou some kind of modification in a guitar?



Perhaps new tuners n pickups, but not now I'm loving it's mojo.


What would you tell people who do not know this guitar or what ever doubted the quality of Korean instruments?


Do your homework, Korea made some of the most solid guitars for their time. Be careful look for main brands, fenders, tokai, fenix, marlin,  there lots of cheap guitars that don't play well and have cheap wood. You have to know what your buying before you make the purchase. Also buying online is a risk the neck could be wrapped or back bow and there no repairing that.


Jerry Gee










Tradução


Conte-nos sobre a sua história com esta guitarra: onde, como e quando comprou este modelo.


Eu trouxe o modelo usado de um leilão pessoal. Ela foi feita nos anos 80, talvez 84. Ela tem um corpo laminado e braço em maple. Foi feita a partir de uma empresa chamada "Marlin guitars" na Coréia. 


Na sua opinião, o que representa para você ter uma guitarra State of the art?


A guitarra toca como uma antiga Stratocaster Fender, som muito quente e brilhante. Você poderia gastar 800-2500 para encontrar um instrumento que desempenha a mesma coisa. A guitarra envelheceu bem. Ela foi bem preservada.









O que você pode nos dizer sobre o som desta guitarra?


O captador do braço é quente e brilhante, o do meio é muito "mid range", e o captador do braço "Smooth" não estava funcionando. O braço é excelente para uma guitarra de 30 anos de idade. É um sonho para ouvir e tocar uma guitarra de 30 anos.





Qual é o principal ponto positivo desta guitarra?


Bom design e coloração para a idade, braço sente suave, Eu olhei para o hardware e eles são originais e limpos. A cor é muito legal, é de prata com uma pitada de champanhe.


Qual é o principal ponto negativo desta guitarra?


O captador quebrado eu gostaria de ouvi-lo, eu posso concertá-lo. Tarraxas muito baratas.


Você quer fazer algum upgrade ou algum tipo de modificação nessa guitarra?


Talvez novas tarraxas e captadores, mas não agora eu estou amando é mojo.


O que você diz às pessoas que não conhecem essa guitarra ou o que nunca duvidaram da qualidade dos instrumentos coreanos?


Faça o tema de casa (pesquise, busque informação), a Coréia fez algumas das guitarras mais sólidas para o seu tempo. Seja cuidadoso ao olhar para as principais marcas, Fenders, Tokai, Fenix, Marlin, há lotes de guitarras baratas que não tocam bem e têm madeira barata. Você tem que saber o que está comprando antes de fazer sua compra. Também a compra on-line é um risco do braço que pode ser embrulhado ou empenar/encurvar e não há reparos nisso.


Jerry Gee




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Amigo Strateiro: Giannini Stratossonic



Olá amigos, estava eu intrigado com a quantidade de pessoas interessadas em usar esse espaço popular do blog para compartilhar experiências e devido ao aumento do público, resolvi quebrar inicialmente a regra de postar apenas uma vez por mês na coluna amigo strateiro. Como todos podem ver, nesse mês de Agosto o Erich Von Farah já tinha feito a postagem dessa coluna e até então eu não tinha mais intenção de publicar outros instrumentos nessa coluna novamente, mas realmente veio essa Giannini do amigo Alan e não parou por aí, outras mais apareceram e provavelmente irei mostrar aqui até o final do mês. Eu quebro a regra para mostrar a vocês que o nosso blog está crescendo, está se tornando popular e acredito que seja exatamente essa mesma a fórmula utilizada até aqui: a participação popular de todos! Então, digo que esse blog não vai crescer as custas de criar polêmicas e posts ofensivos para criar unicamente um propósito de viralizar, essa não é a nossa proposta e enquanto eu estiver por aqui, nunca vai ser. É dessa forma que, apresento novamente para o mês de Agosto na coluna "amigo strateiro", uma maratona de postagens que poderão incluir as Stratocasters mais populares desse Brasil varonil, foi assim que apareceu o interesse do nosso amigo Strateiro Allan a participar e postar sua experiência com essa Giannini brasileira, além de ter a oportunidade de mostrar seu instrumento.

Conforme mencionei nas outras vezes, outras pessoas também podem usar esse espaço para compartilhar informações e experiências com seus instrumentos, nada mais legal do que somar vivências. Quer que sua Stratocaster seja postada no blog? Entre em contato conosco. A única regra é: o instrumento precisa "ser strato" e o amigo precisa "ter a strato". 

Dando continuidade nesse espaço, convido para o mês de Agosto o amigo Allan Richards, proprietário de uma nacionalíssima Giannini StratoSSonic Made in Brazil. (Isso mesmo amigos, essa versão do final dos anos 80 trazia como característica os dois SS, diferente das outras Stratosonics dos anos 70 e 90 que tinham apenas um S).

Nome: Alan Richards
Cidade: 
Proprietário: Giannini Superssonic
Serial Number: --

Primeiramente, agradeço a oportunidade de, mesmo sendo novo e ainda me considerando inexperiente no mundo Strateiro, poder contribuir para um blog que tanto tem me ajudado busca em entender um pouco mais sobre esse universo. Valew “Guitarras de um strateiro”!

Especificações do modelo:

Nome: Giannini
Modelo: Stratocaster
Série: Stratossonic
Madeira do corpo: Basswood com tampo em compensado (Não original)
Madeira do braço: Marfim
Madeira da escala: Jacarandá
Número de casas: 21 casas
Configuração dos captadores: SSS
Captadores: Cerâmicos, braço e meio originais (ponte não original)
Chave seletora: 5 posições
Controle: 1 Vol e 2 Tones
Cores: Black
Ponte: VintageStyle – 6 parafusos
Escudo: Black
Knobs: Brancos
Fabricação: Made in Brazil

Período de fabricação: 1988 / 1990
Ano: 1988
Fabricante: Giannini
Serial Number: --

Conte um pouco da sua história com o instrumento: onde, como e quando comprou.

Durante a adolescência sempre tive o sonho de ser guitarrista (lugar comum), porém com o passar dos anos e pelas circunstâncias da vida, esse sonho acabou ficando em segundo plano, o que também não é muita novidade na vida de muita gente. Em 2013, em um cenário já bem diferente de minha vida, navegando pelo youtube, acabei me deparando com alguns vídeos dos guitarristas Eric Clapton e John Mayer. Foi o suficiente para reacender o sonho “guitarrístico”, por assim dizer. Falando de forma resumida, para não tomar muito tempo, comecei a pesquisar sobre guitarras, principalmente guitarras nacionais, minha preferência pessoal. Inclusive, muito do conteúdo que consegui, foi através de postagens do próprio William em diversos locais na net (fica aqui meu agradecimento). Acabei me deparando com a bela e polêmica história das Stratosonics, que com certeza todos vocês conhecem. Então começou a saga a procura dessa guitarra. Depois de muita pesquisa e negociações acabei fechando com um cara do Rio de Janeiro. Porém, só havia um problema, eu estava a somente, 1876 km (sou de Petrolina-PE) de distância da minha “preciosa”. Por uma baita providência de Deus, após quebrar muito a cabeça para saber como colocaria as mãos nessa guitarra, acabei sabendo que um amigo meu estava indo para o Rock In Rio daquele ano. Daí ele trouxe a guitarra para mim, fiquei em êxtase no momento em que peguei a menina: uma Stratossonic Black Label. Na época entendia muito pouco de guitarras, continuo me considerando um leigo ainda hoje, e não me atentei muito para os detalhes da moleca. Porém, infelizmente, depois de um tempo, graças a ajuda de um amigão, acabei descobrindo que na verdade eu tinha em mãos, uma bela: “Franksonic” HAHAHAHA. Foi assim que batizamos a guitarra, ao saber que na verdade, ela havia passado por uma série de modificações: corpo trocado, knobs trocados, um dos captadores também foi substituído, além das tarraxas. Além disso, o antigo dono optou por instalar um afinador embutido, que particularmente odeio e considero que quebra a estética da guitarra. De resto, ela é original hahahaha.




Pois é, existem muitos outros detalhes sobre essa guitarra que valeriam mais conversa, porém, não caberia aqui no post.




Para você, o que representa ter uma Giannini Stratossonic?

Pessoalmente, é a realização de um sonho, ainda que ela não esteja tão original. Mas, pela história da guitarra, pela forma como ela chegou até mim, pela identidade nacional do instrumento e pela sonoridade, me sinto muito satisfeito com ela. Para mim, a satisfação de um instrumentista com um instrumento passa por, pelo menos, quatro fatores: sonoridade, tocabilidade, história e beleza (necessariamente nessa ordem). E essa Franksonic, dentro de suas limitações e potencialidades, tem me atendido bem.




Como você definiria o som desse instrumento?

Parafraseando o amigo Moisés Figueiredo, todo bom instrumento deve soar bem desplugado, para mostrar a ressonância entre as madeiras e, se isso acontece de uma forma harmoniosa, certamente ela responderá bem frente a um amplificador. Mesmo ela sendo uma mistura bastante despretensiosa de madeiras (braço em pau-marfim, escala em jacarandá e corpo em basswood com tampo em compensado), consegue soar muito bem, respondendo com um som bastante condizente com a proposta de uma strato com tantos anos de vida. Pelo basswood ser uma madeira com frequências mais brandas, a guitarra apresenta médios discretos e agudos mais proeminentes, sendo os graves mais perceptíveis nos captadores do braço e meio (um pouco menos neste). Os captadores são uma história a parte, não sendo muito fortes, mas com as características encontradas em toda Stratosonic. O sustain dela chama a atenção, provavelmente por conta da ponte bigblock (original do modelo).




Qual o principal ponto forte dessa guitarra?

Mesmo sendo uma guitarra de baixo custo, a construção é bem feita, sem erros grosseiros nem nada que atrapalhe ou limite a tocabilidade do instrumento. Tem ajuste de tensor do tróculo, braço com shape em D, bem gordo. Acredito que a escala tenha raio de 9,5 ou maior, mas é bastante confortável.  Destacaria a sonoridade bem “old” e a estética que, inspirada na icônica David Gilmour, não teria como não agradar (meu gosto pessoal).




Qual o principal ponto fraco dessa guitarra?

Acredito que o ponto fraco é a madeira do corpo (talvez até pelo fato de não se tratar do corpo original dela). Se fosse cedro, provavelmente soaria um pouco mais próximo do som strato “tradicional”. Os captadores são um tanto fracos, mas ainda assim tem aquele quê de história e qualidades bastante peculiares. A meu ver, não há necessidade de troca, com exceção do captador da ponte, que pretendo ainda instalar o original.




Pretende fazer algum upgrade ou alguma modificação na guitarra?

Tenho um sonho de poder restaurá-la e torna-la capaz de receber novamente o carimbo de originalidade. Seria uma satisfação imensa. Pois, confesso que sou um tanto quanto purista, nesse aspecto. Gosto muito dela, mas, se eu puder ajuda-la a fazer uma viagem no tempo e tornar a ter exatamente a configuração original de seu ano de nascimento (acredito que 1988) ficarei imensamente feliz. Até gostaria de registrar que, caso alguns colegas Strateiros possam me ajudar nessa saga, ficarei muito grato.




O que você diria as pessoas que não conhecem as Stratosonics ou que sempre duvidaram da proposta da Giannini em relação a baixa qualidade desses modelos brasileiros?

Bem, certamente não se trata de instrumentos Top de Linha. Pelo menos não na minha humilde e leiga opinião. Porém, com o cuidado necessário e as configurações certas, podem sim atingir um nível de qualidade desejável. São instrumentos carregados de história, de brasilidade, coisa que algumas pessoas, como eu, admiram muito, o “Guitarras Brasileiras Vintage" (Facebook) que o diga. Acredito que, de uma forma ou de outra, a Giannini está de parabéns. Pois, ao contrario de hoje, naquela época a empresa se preocupava em desenvolver seus próprios instrumentos, e esse legado de um certo pioneirismo, foi determinante para o crescimento do mercado nacional e desenvolvimento de muitos músicos, ícones da nossa música. Acredito que, direta ou indiretamente, parte da força do mercado nacional de guitarras de hoje se dá graças ao esforço não só da Giannini como de outras empresas tupiniquins que deram a “cara a tapa” para aplainar os caminhos que estão abertos hoje para nós, músicos e consumidores entusiastas da guitarra.



Allan Richards














terça-feira, 4 de agosto de 2015

Restaurando uma lenda: Violão Del Vecchio Dinâmico


Olá amigos, para a postagem da coluna "Diário de um Strateiro" referente ao mês de Agosto, trago o primeiro violão a aparecer no blog (sim, conforme explicado antes, nessa coluna irei abrir um espaço para outros instrumentos, acredito que o que está realmente em jogo nessa coluna é o testemunho, a experiência com as variadas ferramentas musicais, essa é a grande relevância do diário) e nesse caso temos um clássico! Garanto para o amigo leitor que será feita aqui a narração popular de uma história incrível de preservação e restauro do amigo Fernando Vicentin com seu violão brasileiro Del Vecchio Dinâmico. 

Violão Del Vecchio Dinâmico
Fernando Vicentin
Piracicaba SP

Antes de qualquer coisa, agradeço ao William, meu novo amigo pelo convite para comentar sobre o meu garotão, o Dinâmico Del Vecchio, num blog sobre Stratos. Obrigado, fiquei lisonjeado. Pra não passar batido tenho uma SX Sky que não troco por nada, acredite se quiser, depois dela só uma Fendoca, mas sem vender a Sky na melhor das hipóteses meu sonho é por uns Texas Special nela. Mas o assunto aqui é o Dinâmico.



  

Ano de fabricação: Não sei, mas calculo de 50 a 60 anos, depois explico porquê.
Madeira: Jacarandá laminado.
Captador: Talvez um Malagoli antigão que tenha saído de uma guitarra Tonante qualquer.




Enfim, sonho de adolescente ter um Dinâmico, meu nome é Fernando e tenho 51 anos, gosto de música e do bom e velho R&R, através dos Beatles conheci o Blues e ai um sonho de ter um Dobro, sim, nosso dinâmico é uma resposta tupiniquim ao Dobro, acredito eu.




Minha história com meu violão começou a cinco anos atrás mais ou menos, quando certa manhã resolvi sair atrás de um violão resonator e entrando na loja que por coincidência é a loja que trabalho hoje, perguntei ao amigo proprietário se poderia encomendar um que vi no catálogo da Sonotec, um dobro Strimberg. Ele me pediu para que aguardasse e trouxe logo depois um case todo detonado e colocou sobre o balcão. 




Ao abrir o case vi o que me maravilhou os olhos, meu sonho de tempos: o Dinâmico. Estava ele todo riscado e usado de uma forma maravilhosa, sinal de quem usou muito e tocou muito. Sem pestanejar levei-o para casa. Não bastava apenas ter um bom instrumento, com um som maravilhoso e uma madeira tinindo, eu precisava saber de onde veio. Dali um tempo surgiu a oportunidade de trabalhar na Ivan instrumentos Musicais em Piracicaba SP, minha terra local onde o comprei. Ai parti para saber de onde veio o instrumento. Nessa procura fiquei sabendo de outro violão que estava junto ao meu e que por coincidência, e eu vim a saber depois, um amigo Luthier Beto Nalim tinha comprado antes do meu e que pertenciam a mesma pessoa.





Existiu na Cidade de São Pedro (São Paulo), berço de muitos bons músicos, um senhor chamado Mário Gomes, que quando faleceu  a família se desfez de seus instrumentos e o meu e do meu amigo Beto eram propriedade deste músico Mario Gomes.

Por isso, calculo a idade deste instrumento de 50 a 60 anos. Meu sogro é um baterista do final dos anos 50 e parou nos anos 90 e me contou que tocou junto com esse senhor Mario Gomes e outros músicos da cidade de São Pedro que é bem próxima a Piracicaba. Agora tenho referência e procedência do meu instrumento, o que me deixou mais feliz.

Como disse anteriormente, o case estava uma lástima e um dia quando o peguei para tocar um pouco reparei um pozinho no fundo do case e entrei em pânico. Com muita, mas muita dor no coração joguei o case fora e levei o violão a um luthier.




                 
Registros originais anteriores a restauração

Existe em Piracicaba um luthier muito talentoso, chamado Daniel Dobre que havia restaurado para mim um baixo Sound Malagoli dos anos 60 que ficou tão bom que até o Érico Malagoli, pediu a foto dele pra mim. Enfim, levei o violão ao Daniel e pedi para verificar se ele tinha sido maltratado pelos cupins, ele me sossegou e me sugeriu uma restauração. 


Primeiras imagens após a restauração

A principio fiquei com o pé atrás, não queria perder o timbre do meninão, mas acabei cedendo e foi a melhor escolha que poderia ter feito. Estes dias atrás o Daniel chegou à loja onde trabalho e me falou que a foto do meu violão estampava a capa do Facebook da Del Vecchio, quase tive um treco e perguntei como eles tiveram acesso a foto. Pergunta besta a minha, né! O Daniel disse que ele é que tinha mandado a foto, ai postei no Face do Roberto Fontanezi e no grupo de Guitarras Brasileiras Vintage, e cá estou dando meu testemunho.




"E ai um luthier amigo meu chegou de manhã na loja onde trabalho e me disse: - Você viu a foto da capa do face da Casa Del Vecchio? Pois é, quando é que eu ia imaginar que a foto do meu garotão ia estampar a apresentação deste site. Realmente o Daniel Dobre Luthier deixou ele belo".






Abraços

Fernando Vicentin


Para quem quiser checar o test drive com esse lendário Del Vecchio:



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

100 Posts - Rumo aos 100.000 Views


É com muita alegria que inicio, oficialmente, a contagem regressiva para os 100 mil views do blog, confesso que essa era a primeira meta que eu tinha em mente, e nesse caso irá ser batida em breve! Como diz nossa presidenta, "não vamos colocar uma meta, vamos deixar a meta aberta e quando a gente atingir a meta, nós dobramos a meta", entenderam? Pois é, nem eu! Mas a ideia é quase essa da nossa excelentíssima, vamos ter que dobrar essa meta, agora é rumo aos 200 mil views galera! 

O post conta atualmente com 100 postagens publicadas (101 exatamente, contando com essa), com três colaboradores (Moisés Figueiredo, Aldo Bueno e Erich Von Farah) e principalmente com a colaboração de vocês, que é nossa motivação principal para seguirmos escrevendo e nos dedicando a compartilhar todos esses conhecimentos.

Eu venho tentando manter uma média de dez postagens ao mês, mantendo as já populares colunas:

- Amigo strateiro

Todo mês eu convido um amigo a postar e compartilhar sua experiência com sua Stratocaster, usando como único critério que a pessoa tenha a guitarra e seja Stratocaster.

- Raridade do mês;

Onde é criteriosamente escolhido uma guitarra Stratocaster considerada raridade para postar, pode ser antiga, nova, com tiragem limitada, vintage, etc.

- Galeria de arte Stratocaster;

Seguindo o tema do mês, são mostradas muitas fotografias da guitarra/marca que está sendo abordada durante o mês.

- Diário de um Strateiro;

É feita a narração de uma história popular juntamente com o instrumento, nesse caso eu abro aqui uma exceção: qualquer modelo, inclusive violões e baixos.

- Um pouco de história;

Onde é pesquisado e compartilhado a história de uma marca responsável pela produção da guitarra Stratocaster, bem como a abordagem do seu histórico de produção na fábrica: madeiras, nacionalidade, curiosidades, etc.

Sendo dessa forma, tentando tornar as postagens mais atrativas, fizemos a mudança atualmente do layout do blog mas infelizmente algumas postagens mais antigas ficaram desconfiguradas e estou aos poucos corrigindo esse problema, bem como a criação de um logo para identificar melhor e caracterizar o blog. Também surgiu a ideia através de um leitor do blog de adquirirmos um domínio com o objetivo do blog virar site, com a esperança de dar mais visibilidade ao conteúdo apresentado. Confesso que já tinha pensado nisso antes, mas não sei se é a hora certa para isso nesse momento, o blog ainda tem muito pouca visibilidade para investir, e se virar site vai deixar de ser blog (a nossa principal característica é ter como blog na tentativa de ser algo caseiro para popularizar). Eu não acho caro tão caro a despesa de manter um site e poderia eu mesmo arcar sozinho com essa despesa, mas ainda estou consultando os colaboradores do blog e eles tem dúvidas sobre o real benefício dessa transformação: o blog virar site. Depois vou fazer uma enquete para ver se as pessoas votam e se manifestam sobre essa ideia.

Também falando em enquete, nesse mês passado de Julho eu fiz a primeira enquete para saber se as pessoas gostariam de ver outros modelos publicados no blog além das Stratocasters. Meu objetivo nunca foi fazer com que perdêssemos o foco nas Stratos, apenas publicar sobre outros modelos quando houvesse a necessidade ou a curiosidade! Também penso em incluir de vez em quando outras coisas, mas isso ainda não está decidido. minha ideia seria abordar apenas sobre pedais, cabos, amplificadores, captadores e isso poderia ser feito utilizando as Stratos, ou seja, falando sobre os pedais associando ao uso com as Stratos, ou quando for falar sobre um determinado amplificador, se possível fazer um test drive utilizando as Stratos.

Por enquanto é só, abraços!


William de Oliveira






domingo, 2 de agosto de 2015

Amigo Strateiro: Squier Stratocaster


Olá amigos, apresento para o mês de Agosto na coluna "amigo strateiro", a primeira publicação do amigo Erich Von Farah como colaborador do blog, a participar e postar sua experiência com essa Squier coreana, além de ter a oportunidade de mostrar seu instrumento.

Conforme mencionei nas outras vezes, outras pessoas também podem usar esse espaço para compartilhar informações e experiências com seus instrumentos, nada mais legal do que somar vivências. Quer que sua Stratocaster seja postada no blog? Entre em contato conosco. A única regra é: o instrumento precisa "ser strato" e o amigo precisa "ter a strato". 

Dando continuidade nesse espaço, convido para o mês de Agosto o amigo Erich Von Farah, proprietário de uma Squier Stratocaster Made in Korea.

Nome: Erich Von Farah
Cidade: Analândia/SP
Proprietário: Squier Stratocaster
Serial Number: CN 5090872

Bom galera, meu nome é Erich e já fiz algumas participações a pedido do William, porém recentemente o mesmo me ofereceu um “cargo” aqui no blog, rsrs.

Agradeço a oportunidade e espero contribuir com o pouco que sei!

Agora chega de papo furado e vamos lá:

Especificações do modelo:

Nome: Squier
Modelo: Stratocaster
Série: -
Madeira do corpo: Laminado
Madeira do braço/escala: Maple/Rosewood
Número de casas: 21 casas
Configuração dos captadores: SSS
Captadores: Cerâmicos (não originais, porém Squier antigos)
Chave seletora: 5 posições
Controle: 1 Vol e 2 Tones
Cores: Cream
Ponte: VintageStyle – 6 parafusos
Escudo: White Aged (não original)
Knobs: Vintage aged (não originais)
Fabricação: Made in Korea
Ano: 1995
Fabricante: Fender
Serial Number: CN 5090872


Conte um pouco da sua história com o instrumento: onde, como e quando comprou.


Por ironia do destino, essa Squier pertencia ao William, que a negociou comigo por uma Giannini AE08 (que também está publicada aqui no blog).


Para você, o que representa ter uma Squier Stratocaster?

Confesso que sempre tive um certo horror às Squier, a maioria que testei sempre me soavam opacas, sem brilho, “sem sal”.. me refiro às linhas: California, Standard, Bullet e Affinity. São guitarras de qualidade mediana, que por muita sorte você por encontrar algum exemplar um pouco acima da média e que alguns upgrades se torne uma guitarra honesta.

Essa minha aversão mudou depois que peguei em mãos uma Squier Classic Vibe (stratocaster) e uma SquierVintageModified (Jaguar), são instrumentos em outro patamar, a nível de Fender MIM.
Felizmente, essa Squier Korea também me surpreendeu de maneira positiva!


Como você definiria o som desse instrumento?


Ao contrário das linhas citadas que critiquei logo acima, esse exemplar soou mais brilhante e com ataque como as clássicas Stratocasters, mantendo aquele timbre estalado e metálico inconfundível.





Qual o principal ponto forte dessa guitarra?

O braço com toda certeza é o diferencial desse modelo, é bem construído, confortável e merece um destaque.


Quais os pontos negativos dessa guitarra?

As tarraxas são de baixa qualidade; semi blindadas, com folgas e não dão um “aperto” bacana para a afinação.

Os captadores infelizmente não são originais, apesar de serem Squier..mas de certa forma equilibraram bem com a guitarra.. para um som mais blues (clean e crunch) ficaram bem legais.






Como foi o processo de customização? Pretende fazer mais algum upgrade ou mais alguma modificação na guitarra?

Como mencionei anteriormente, os captadores e escudo não são originais, consegui uns envelhecidos que casaram muito bem com o visual “amarelado e encardido” da guitarra.

Futuramente pretendo substituir os captadores por imãs de alnico e tarraxas com qualidade superior.




O que você diria as pessoas que não conhecem sobre a madeira utilizada para a confecção dos corpos das Squier CN?

Esse é o grande mistério das Squier CN, o corpo é feito de laminado! Sim, o vulgo “sanduíche”! Sinceramente isso não me incomodou em nada, pois a guitarra soa infinitamente melhor do que outras séries com corpo sólido. Esse misticismo todo sobre madeira é bem interessante, pois não é a primeira guitarra que pego com esse tipo de material no corpo e que soa muito bem.

Enfim é um bom instrumento, que não deve ser menosprezado por conta desse detalhe!

















                                                Erich Von Farah