terça-feira, 30 de junho de 2015

Galeria de arte Stratocaster: Tema Concorde/Maya



Olá amigos, para a nossa próxima atração da nossa galeria especial de fotografias, segue a sequência de imagens de uma belíssima guitarra "Concorde" Stratocaster. As Concorde foram construídas no Japão, essa mais especificamente nos anos 70. Segundo proprietário: "madeira bonita, acabamento muito limpo assim como o som é puro e vintage". Além disso, ainda complementa: "é muito rara e mais provável que seja um lançamento da planta onde eram produzidas as guitarras Maya, em Kobe, no Japão, ano provavelmente de meados para final dos anos 70". Sobre o som desse instrumento, seguem as palavras do proprietário: "Som perfeito para Clean e Crunch, os captadores têm uma saída típica moderada vintage, o que permite um grande timbre dinâmico e expressivo quando usado no clean, especialmente a posição do braço soa muito cheio e gordo.

































































Referências:



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Squier Stratocaster California Series - Made in China

#028


Nome: Squier
Modelo: Stratocaster
Série: California Series
Madeira do corpo: Baswood
Madeira do braço: Maple
Escala: Rosewood
Corpo - Shape: Stratocaster
Número de casas: 21
Headstock: Small Headstock
Neck Plate: Standard 4 furos
Configuração dos captadores: S/S/S
Captadores: Ceramico - Originais
Chave seletora: 5 posições
Controle: 1 Volume - 2 Tone
Cores: Olympic White
Ponte: Vintage Style - 6 parafusos
Tarraxas: Originais Squier
Escudo e Knobs: Escudo e knobs Aged White
Fabricação: Made in China
Ano: 2000
Fabricante: Squier
Período de Fabricação: 2000 / 2009

Avaliação do Blog:


Braço: A-

Corpo: B+
Headstock: A-
Tocabilidade: B+
Hardware: C+
Captadores: C+
Construção: B+
Timbre: B+
Acabamento: B+
Madeiras: B+
Histórico: B+

Avaliação de Mercado:


Geralmente anunciado: R$ 800,00.

Valor justo: R$ 600,00.
Barbada: R$ 300,00.

















segunda-feira, 22 de junho de 2015

Refinish: Como pintar sua guitarra


Olá amigos, o post é para quebrar o galho de muita gente que gosta de brincar de professor pardal em casa e que gostaria de pintar pessoalmente ou customizar seus instrumentos. A ideia aqui é apenas dar uma receita de bolo nua e crua para que vocês possam ter uma ideia melhor do processo. Existem muitos vídeos no Youtube ensinando a pintar, mas sinceramente, compre sua pistola (depois eu vou indicar qual no meio do post) e pratique, pratique muito, existem coisas que só se aprendem na prática e essa é uma delas. Outra coisa que preciso sugerir é que ninguém começa a aprender com um instrumento caro ou top de linha, por isso peque um instrumento barato e de preferência antigo que esteja precisando melhorar o visual. Nada de querer aprender a dar refinish em Fender, pelo amor de Deus, levem a um luthier capacitado e deixe de ser orgulhoso ou burro como preferir. Sempre costumo dizer para os meus amigos que nenhum estudante estagiário de museologia aprende a restaurar utilizando uma pintura do Picasso, então galera, para não causar aborrecimentos, levem a um luthier e não me venham pedir conselhos e nem consolos se der errado.




Também não temos pretensões de formar nenhum luthier com o post, mas sim pessoas autodidatas para aprender a  mexer em seus instrumentos. Acredito que precise de muito estudo e empenho durante anos para que a pessoa possa se auto denominar um luthier de verdade, e para ser muito sincero, conheço poucos de verdade. A grande maioria dos luthiers que tenho adicionados no meu perfil do facebook são pessoas que nunca abriram um manual, nunca fizeram um curso e nunca buscaram aperfeiçoamento ou qualificação profissional. Geralmente são um bando de curiosos desempregados que resolvem tentar se inserir nesse mercado de trabalho e por isso eu não levo a sério, eu nunca levaria um instrumento meu para um cara que eu sei que aprendeu a pintar um instrumento olhando um vídeo no Youtube, pois se é para fazer de um modo amador, faço eu mesmo em casa. E assim por diante, trocam os trastes da escala, mexem em todo instrumento e tudo isso através de uma aprendizagem caseira utilizando a Internet. Não é que eu esteja desprezando essa forma de saber, todas elas são válidas, mas acredito que para um sujeito se auto proclamar luthier, deveria no mínimo aprender com outros profissionais da área no dia a dia, na prática diária, e não só apenas mexendo de curioso em casa, caso contrário, qualquer curioso de fundo de quintal irá comprar um alicate, algumas ferramentas, um tubo de WD40 e voalá! Prefiro então que essas experiências sejam como um hobbie.




Assim, todas as experiências citadas a seguir são de nossas experiências, não tem obrigação nem intenção de serem corretas no julgamento profissional dos amigos e verdadeiros luthiers. Lembre-se que para aprender, você deve se divertir, não tenha a pressão em acertar de primeira vez. Para isso, compre uma pistola de pintura para aprender, treinar e depois pintar a guitarra. Não digo para investir muito nisso, então o negócio no início é comprar um equipamento amador e barato. Nesse caso, é possível fazer uma boa pintura usando uma pistola pulverizadora, já que a mesma consegue pressão suficiente para formar a névoa de tinta, que permite uma aplicação de tinta sem escorrer sobre o corpo. Só aprender a regular o bico e pronto!!! Ela é barata, funcional e de simples uso para pequenos projetos. Além disso você poderá utilizá-la para outras coisas e não irá se arrepender, poderá também dar acabamentos em pedais handmades. Único ponto negativo é ser de plástico, assim, os solventes de pintura em contato prolongado acabam deteriorando o material plástico do bico. Se fosse metálica seria perfeita pra trabalhos pequenos como este. Então uma dica é colocar os produtos (seladora, tinta e verniz) só no momento em que for usar e logo depois já limpar a pistola imediatamente. Mãos a obra:

Materiais: 

- 3 lixas 120
- 3 lixas 220
- 3 lixas 320
- 3 lixas 400
- 6 lixas 600
- 2 lixas 1200
- 2 lixas 2000
- Taco para lixar (pode ser feito com pedaço de madeira com borracha na base, 7cm x 13cm)
- Flanelas limpas para limpar os materiais antes de aplicar a seladora, tinta e verniz)
- 300 ml de seladora nitrocelulose Sayerlack (irá diluir, então o volume final será por volta de 500ml)
- 400ml de tinta DUCO branca
- 400ml de tinta DUCO de sua preferência escolhida: Sonic Blue, Surf Green.. CAR... etc
- 400ml de Verniz Laca nitrocelulose
- 1 rolo de fita crepe para proteger escala do braço e cavidades do corpo.
- Massa número 2 para polir
- Cera automotiva para polir
- 2 litros de diluente Sayerlack/Thinner (para diluir e lavar a pistola)
- Pistola Pulverizadora




Pessoal, o volume de seladora, tinta e verniz é o suficiente pra fazer todo processo e ainda sobrar. Coloque um volume maior já que se trata de um primeiro teste, então a probabilidade de erros sempre vai ser grande. Tenha um ambiente amplo, com pouca umidade e boa luminosidade. Lembre-se que em apartamento isso não seria possível por vários fatores, o cheiro forte que irá ficar dos produtos é um deles. Assim, a primeira parte é sempre retirar a tinta original do corpo de seu instrumento. Use lixa numero 100 ou próximo a isso até retirar todo o verniz e uma boa parte da tinta. Depois passe para lixa 220 pra não arranhar a madeira com um grão de lixa grosso, depois alterne entre as lixas 300, 400 e 600 (essa última etapa com lixa fina faz com que necessite de menor quantidade de seladora pra tapar os poros da madeira). Não recomendo utilizar removedor de tinta, apesar de ser mais prático e não desnivelar a superfície do corpo, os componentes químicos do produto podem penetrar nas fibras da madeira e atrapalhar completamente o resultado final. Você não irá querer prejudicar a madeira do seu instrumento, nem deixar com manchas ou alterações causadas por esse produto químico. Além disso, use lixa, jamais remova a tinta com espátulas, pás, facas ou semelhantes. Para evitar ondulações na superfície ao lixar, usem sempre um taco de lixar, assim a superfície permanece plana.




Após lixado e limpo, o corpo vai para aplicação da seladora. Como gostamos de instrumentos vintages, a ideia é utilizar nitro nos instrumentos por uma série de vantagens que poderei abordar em outro post, sugiro utilizar a seladora com base nitrocelulose da Sayerlack, seguindo as recomendações do fabricante nas porções de diluição. Aplique 3 ademãos bem finas até cobrir todos os poros do corpo e 24 horas de secagem completa (dependendo de sua cidade e da umidade do ambiente, pode levar mais do que isso). Depois use lixa dágua 600, limpe e partiremos para o terceiro passo... hora de preparar o fundo branco e a tinta DUCO da tonalidade de sua preferência (Sonic Blue, Fiesta Red, etc). Sabemos que para conseguir um Relic ao longo dos anos com ar de naturalidade tem que ser feito usando selador, tinta e verniz em nitrocelulose. Assim, fica o mais próximo de uma Fender pré-cbs que eram pintadas com estes produtos. Escolha no catálogo uma tinta LACA/DUCO na cor branca, peça ajuda ao vendedor caso tenha dúvidas em relação a esses produtos. Geralmente se encontra em loja de tinta automotiva, as tintas são preparadas na hora. Compre 400ml de cada e é o suficiente, até irá sobrar para novos projetos.




Dando sequência, aplique 3 ademãos bem finas do fundo branco e espere 24 horas de secagem. Depois uma lixa dágua bem leve, número 600 só para retirar possíveis defeitos na aplicação do fundo e criar atrito para aumentar a fixação com a tonalidade de sua escolha, que virá por cima. 




Aplique a tinta DUCO branca como fundo para ficar com o mesmo visual das pré-CBS, quando iniciar o relic através da ação do tempo durante os anos, ele aparecerá.  Dá esse aspecto de degradê, com o amarelado do verniz, tonalidade, fundo branco e madeira.

Continuando, aplique 3 ademãos de Duco (tonalidade), 24 horas de secagem e lixa d’água 600 para uniformizar a superfície e diminuir os efeitos indesejados que chamamos de “casca de laranja”. Depois, uma última ademão fininha da tonalidade, 24 horas de secagem, lixa d’água 600 e limpeza. Lembrando que todas as etapas devem ser feitas com aplicações de camadas finas para evitar que fique muito "carregada", por tanto, cuidado para não pesar na demão.



       
Partindo para última etapa, faça a aplicação do verniz em nitrocelulose. Utilize o verniz Laca Nitro da Sayerlack e siga rigorosamente as instruções do fabricante. Aplique 3 ademãos de verniz e espere 24 horas de secagem. Depois inicie o processo de uniformização da superfície, use lixas dágua 600, 1200 e 2000. Lembrando que nessa etapa, este processo de lixamento é feito utilizando um taco de lixar e lixas molhadas em sabão com detergente. As lixas molhadas com a mistura de água e detergente servem para não causar ranhuras indesejadas no acabamento de sua pintura. Após isso, inicia-se o polimento com massa de polir número 2. O polimento à mão cansa muito, mas quanto maior a sua dedicação, melhor será o resultado. Não tenha pressa em terminar tudo de uma vez só, a lembre-se que a pressa é inimiga da perfeição. Uma politriz elétrica pode te ajudar muito nesta etapa. Depois de polida com a massa número 2, aplique a cera de polir automotiva. O resultado ficará magnífico para um trabalho amador e utilizando apenas ferramentas simples. Quem tiver dúvidas nas etapas entre em contato que responderemos na medida do que for possível e do nosso conhecimento.

Abraços

William de Oliveira e Moisés Figueiredo


sexta-feira, 19 de junho de 2015

Amigo Strateiro: Fender Stratocaster American Special - Export Model





Olá amigos, apresento para o mês de Junho na coluna "amigo strateiro", a contribuição do amigo Aldo Bueno a postar sua experiência com a customização de sua Fender, além de ter a oportunidade de mostrar seu instrumento.

Conforme mencionei nas outras vezes, outras pessoas também podem usar esse espaço para compartilhar informações e experiências com seus instrumentos, nada mais legal do que somar vivências. Quer que sua Stratocaster seja postada no blog? Entre em contato conosco. A única regra é: o instrumento precisa "ser strato" e o amigo precisa "ter a strato". 

Dando continuidade nesse espaço, convido para o mês de Junho o amigo Aldo Bueno, proprietário de uma Fender American Special.

Nome: Aldo Bueno
Cidade: Curitiba/PR
Proprietário: Fender Stratocaster American Special (Export Model)
Serial Number: --

Especificações:

Nome: 
Fender®
Modelo: Stratocaster
Série: American Special ( Export Model ) sem relação nenhuma com as atuais Special Americanas lançadas pra substituir as Highway One
Madeira do corpo: Alder
Madeira do braço: Maple
Escala: Rosewood
Corpo - Shape: Stratocaster
Número de casas: 22
Headstock: Pequeno
Neck Plate: Standard 4 furos
Configuração dos captadores: H/H ( originalmente era HSS )
Captadores: Seymour Duncan™ PGP - Pearly Gates Plus e SH1n ’59 Model
Chave seletora: 3 Posições
Controle: 1 Volume - 1 Tone Push Push
Cores: Orange Sparkle, escudo preto
Ponte: Original Floyd Rose™ made in Germany
Tarrachas: Vintage estilo Kluson
Escudo e Knobs: All Parts USA 
Fabricação: Made in USA
Ano: 1999 ( apesar do serial ser FN2 ( for export market ) o carimbo do braço e corpo indicam a fabricação em 1999.
Fabricante: 
Fender®
Período de Fabricação: Indefinido




Conte um pouco da sua história com o instrumento: onde, como e quando comprou?


Comprei essa guitarra usada de um amigo do Rio Grande do Sul. 

Ela foi pintada por ele, ela era originalmente Olympic White e a repintura veio depois que a pintura original foi manchada por caneta para retroprojetor, então sugeri a ele a cor baseada em um modelo Custom Shop que vi numa revista da Fender de 2000~2001 (porém o modelo Custom Shop tinha escala clara e headstock grande). 
Fiz uma troca com ele que queria uma strato mais “vintage” com SSS, e a peguei sem a parte elétrica.




Para você, o que representa ter uma Fender Stratocaster?


Pra mim é a guitarra mais completa. É perfeita em termos de ergonomia, tocabilidade, ajustes e opções de timbres, além é claro da possibilidade de “turbinar” sem descaracterizá-la.
  
Pra mim é uma referência sonora e estética, mais até que a Les Paul, pois é o instrumento que criou a maioria dos meus sons preferidos de guitarra até hoje.





Como você definiria o som desse instrumento?

Uma Strato mais roqueira, agressiva, na praia do EVH, que foi quem criou esse conceito, strato com captador de les paul, e ponte com trava para sustentar a afinação em usos expressivos da alavanca. A captação que uso atualmente eu já havia escolhido e usado em outras stratos, depois de tocar com uma American Standard Big Apple ( que em 2000 foi renomeada para American Hot Rodded Stratocaster HH ) Que nada mais é que uma American Standard com dois humbuckers. 
Na versão sem Floyd Rose, a Big Apple ou na American Hot Rodded, ela vem com chave seletora de 5 posições, e chave Super Switch, o que permite ter 5 timbres, eu preferi a configuração tipo Les Paul com chave de 3 posições ( igual da tele ), e mais a opção do push-push no tone que dá mais 3 timbres com os humbuckers splitados. 

Por questões de timbre, escolhi quando splita no braço o timbre da bobina de fora, que fica na mesma posição do captador original de braço, no captador single das stratos comuns. 

Na ponte quando splitado fica acionada a bobina de dentro, deixando o som um pouco mais gordo que seria a bobina mais próxima à ponte, pois como são captadores de saída baixa (resistência em torno de 8K) ele splitado com 4K muito próximo à ponte fica com muito pouco corpo e pouco volume também.





Qual o principal ponto forte da guitarra?

Timbres mais pesados, que remetem à sons de Gibson, e estabilidade da afinação com uso intenso da alavanca.


Qual o principal ponto fraco da guitarra?

Mais trabalho e demora para troca de cordas / mudança de afinações.





Como foi o processo de customização? Pretende fazer mais algum upgrade ou mais alguma modificação na guitarra?


A pintura, apesar da ideia da cor ser minha sugestão, foi feita por ele mesmo  com um Luthier no RS. Porém ele usava-a com captadores e knobs pretos. A ideia do branco foi minha e veio pelo contraste com o escudo, deixou ela com visual menos “pesado” que toda preta no meio.


Já usei ela com configuração HSS, sendo o Pearly Gates e dois SSL-1, mas acabei voltando ao HH pra ser diferente das minhas outras stratos. Blidei-a inteira com alumínio, e tirei a barra (rebaixador de cordas) que ficava depois do locknut, só pra “limpar” o visual do headstock. 

Os trastes foram trocados por Dunlop 6100 extra jumbo.



Modelo original antes do processo de customização



O que você diria as pessoas que não gostam da Stratocaster com Floyd e H/H desse modelo, ou que sempre duvidaram da qualidade dessas stratos por não seguir o conceito original de ponte vintage e captadores S/S/S?


Acho que, como disse Jeff Beck, a Strato é a guitarra mais usada no mundo justamente por ela ser, segundo ele, como um Ford 32. Você corta o teto, rebaixa, mexe no motor, troca as rodas, tira os parachoques mas ele permanece o mesmo carro sem perder sua essência. Troque o escudo e você pode ter uma strato com um, dois ou três humbuckers.

Ou pode ter um, dois ou três P90s. Ou simplesmente só um humbucker na ponte. 

Tudo isso sem mexer na estrutura, somente trocando o escudo que é uma peça plástica que segura toda a elétrica. 

Pontes Floyd, pontes tipo Kahler, pontes de 2 pivos, pontes de 6 parafusos como as vintage ou ponte fixa, todas continuam sendo stratos, cada uma com sua proposta, o que é difícil em outros instrumentos, como por exemplo a Les Paul que precisa de outro ângulo de braço pra ter floyd, a SG que não tem espessura de madeira suficiente no corpo, ou mesmo colocar um single e deixar um buraco na Les Paul é visualmente desagradável. 

A strato é a guitarra mais apta a ser modificada e personalizada à sua necessidade sonora. 


E ao contrário dos “puristas”, é só lembrar que todos nossos strateiros preferidos, de Clapton a Blackmore, Sambora a Vaughan, Eddie Van Halen a Gilmour, todos fizeram adaptações e modificações ao longo dos anos, buscando sua identidade sonora e funcional nesse modelo de instrumento.

Apesar dessa proposta de strato diferenciada, minha guitarra preferida é a clássica e original strato SSS, com ponte vintage de 6 parafusos.

Nela tenho meus timbres preferidos, mas uma Strato com opções mais modernas também é uma excelente opção extra de sons, principalmente pra quem não se identifica com “superstrats” modernas como Ibanez, Jacksons e outras parecidas, que usam madeiras / shapes de braço e acabam fugindo demais do conceito “strato” da Fender.

Tenho também guitarras modelo Les Paul, seu som e sustain é incomparável. Mas a versatilidade dessa strato HH e com sistema de alavanca mais eficiente (não necessariamente Floyd, também pode ser com tarrachas com trava e ponte de dois pivôs) é algo que todos deveriam experimentar e adicionar ao seu setup que já tenha uma Strato normal com 3 singles.

Aldo Bueno








HitRock


terça-feira, 16 de junho de 2015

Diário de um Strateiro: Alexandre Guilherme "Playmofamily"



Olá amigos, tive a ideia de criar um espaço para que os colecionadores se manifestassem e pudessem compartilhar com a gente um pouco de como começaram nesse hobbie do colecionismo, entre outras histórias. Para iniciar o primeiro testemunho na coluna "Diário de um Strateiro", aqui vai um pouco da história do colecionador Alexandre, mais popularmente conhecido pelos amigos como "Playmofamily".






A paixão por música vem desde a mais tenra idade, onde ouvia de Roberto Carlos, Elvis Presley, Julio Iglesias a músicas clássicas. Mas foi no final da década de 80 que, ao passar na Rua Voluntários da Pátria, no bairro de Santana, em São Paulo, avistei uma loja de instrumentos musicais. Essa loja ficava a um quarteirão de casa.

Tinha uma novela na época cuja música de abertura era do Ultrage a Rigor (Nu com a mão no bolso) e que alavancou minha vontade de ter uma guitarra.
Sempre haviam pessoas experimentando os instrumentos. O som me chamava a atenção, mas não tanto quanto a reluzente e moderna (para a época) Giannini Shark que ficava exposta em um cavalete na porta da loja.



Alexandre tentando plugar sua strato no compressor! kkkk O cara adora uma comédia!


Para mim, era um sonho inatingível. Mas sempre passava na porta da loja e ficava contemplando aquele belíssimo exemplar. Manifestei para meus pais a vontade de ter uma guitarra.

Meu pai foi comigo em uma minúscula casa de discos, onde tinha pendurada na viga que sustentava a lage, uma reluzente Tonante vermelha. O preço era bem razoável se comparado ao sonho da Giannini. Então, além da Tonante, meu pai comprou um amplificador da marca Moolize WA600 (o qual tenho até hoje).

O problema era: Eu não sabia tocar (não que nos dias de hoje eu saiba) e, muito menos, afinar a guitarra.

Quando pluguei ela em casa no amplificador, a primeira coisa que eu quis testar foi a alavanca. Existia um programa na TV Gazeta chamado Realce com a apresentação de Beto Rivera e um boneco chamado Capivara. A temática do programa era rock, hard rock e heavy metal. Eu imaginava que, ao balançar a alavanca da Tonante (balançar - não pressionar), ela emitiria aqueles efeitos incríveis oriundos de amplificadores valvulados dos vídeo clipes do momento. 



Quem conhece sabe! O cara é o rei da zoeira!

Naquele momento, veio a minha primeira decepção. Fui a loja para "reclamar do defeito da guitarra e o vendedor me explicou que eu precisaria de pedais de efeito", etc, etc, etc.


Naquela época, eu trabalhava no setor de papelaria da extinta Lojas Glória. Com o primeiro pagamento, comprei um presente para minha mãe e um pedal de efeitos Vectron vermelho que era distorção. O som melhorou muito!

Participei de uma banda com amigos da escola, tocamos no palco da escola e peguei gosto. Aprendi a afinar, a tocar alguma coisa e, naturalmente, passei a perceber as deficiências (e não eram poucas) da minha fantástica Tonante vermelha.

Sempre fui bom em fazer negócios (ou rolo como é o termo conhecido até hoje) e, em pouco tempo, eu teria trocado a Tonante por uma Giannini Fiber sunburst. Lixei o tampo, tirei toda a tinta e envernizei a madeira natural. Depois disso, não parei mais com as guitarras. Hoje, mais de trinta anos depois, possuo uma modesta coleção onde as estrelas principais são os modelos Strat. 


Tenho uma SG que ganhei de Natal da minha esposa, duas LP's e recentemente adquiri uma Washburn (marca que sempre olhei torto e que me surpreendeu).

Por enquanto é isso!


Playmofamily 


Fotos da coleção (e dos Fuscas, uma outra paixão do Alexandre):