quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Um pouco de história: Dolphin Stratocaster - Made in Brazil


Olá pessoal, dessa vez vou apresentar a vocês outro instrumento nacional que merece um destaque! Então vamos lá:

Nome: Dolphin
Modelo: Stratocaster
Serie: 80' (Era Assale) - 90' (Era Pós Assale)
Madeira do corpo: Mogno
Madeira do braço: Marfim Imperial
Escala: Marfim Imperial
Corpo - Shape: Stratocaster
Número de casas: 21
Headstock: Dolphin Headstock
Neck Plate: Era Assale (Sem neckplate) - Era pós Assale (Neck com 4 parafusos).
Configuração dos captadores: S/S/S
Captadores: Captadores de cerâmico revestidos com cover do tipo "Lace Sensor"
Chave seletora: Era Assale (3 botões) - Era Pós Assale (5 posições)
Controle: 1 Volume - 2 Tone
Cores: Preto, vermelho, amarelo, verde/azul metalizado.
Ponte: Vintage - 6 parafusos
Tarraxas: Originais 
Escudo e Knobs: Escudo branco com Knobs originais de fábrica
Fabricação: Made in Brazil
Era assale (1988/1989) Era Pós Assale (1990/1994)
Fabricante: Dolphin
Período de Fabricação: 
Era assale (1988/1989) Era Pós Assale (1990/1994)

(Foto 1)


História

    Em meados dos anos 80, os instrumentos no país apresentavam qualidade duvidosa, tanto por conta da má qualidade dos componentes disponíveis (além da dificuldade em exportar novos), quanto pela “despreocupação” e falta de controle durante a construção.

    O engenheiro Carlos Assale, em vista disso, buscou melhorar o sustain dos instrumentos, desenvolvendo assim pontes com maior quantidade de material ferroso, compensando assim a baixa ressonância dos instrumentos em questão.

    A partir daí, exatamente em 1984 surgiu a Dolphin, a marca buscava principalmente a melhoria na qualidade dos instrumentos circulantes no país, por um preço acessível.

    Assale costumava dizer que o lema da fábrica era “afinação e conforto”, desde os instrumentos de entrada até os mais conceituados. Na época a marca recebeu muitas cartas de professores de música, parabenizando o trabalho de Carlos e sua equipe.

    O design inovador era marca registrada também, sempre buscando modelos únicos e com diferentes possibilidades para atender a todos os gostos.

    Com pouco tempo de mercado a marca teve acesso a produtos com maior qualidade, entre eles acessórios das marcas Gotoh, Schaller, Kahler, Cor-tke (Cort), entre outros.

    Em 1992, com a dificuldade em concorrer com o mercado chinês e o convite da Giannini para desenvolver o projeto Southern Cross, Assale acabou deixando o comando da marca.

    Dia 2 de setembro de 2010, devido a problemas de saúde, Carlos Assale nos deixou.

    Obs: as informações foram coletadas a partir de sites, fóruns e pessoas que conheciam Carlos Assale pessoalmente.


 (Foto 2)

    Dolphin Stratocaster

    Apesar dos instrumentos da marca apresentarem design únicos, a stratocaster permaneceu com suas curvas tradicionais, agradando aos músicos da época (e também de hoje), que buscavam tal modelo a um preço acessível e com uma boa qualidade.


(Foto 3)


    - Corpo/braço

    O corpo é em mogno, sendo em sua maioria uma única peça; pesado, bem ressonante e dando um timbre um pouco menos agudo e mais cheio do que o “padrão Fender”.
O braço em marfim (peça única) é bem confortável, trastes finos (com a presença do traste zero) e com o tensor no tróculo (sendo necessário usar uma chave de boca para sua regulagem). O headstock sofreu algumas modificações com o tempo e também recebeu a inscrição “strato”.


(Foto 4)


    - Captadores/elétrica

    Os captadores  eram simples, de baixa saída e com o cover liso (tipo EMG). A parte elétrica também sofreu alterações, as primeiras stratos apresentavam 3 botões on/off individuais, e posteriormente foram substituídos pela chave seletora tradicional.


(Foto 5)

  
    Conclusão

    Já tive 3 exemplares, sendo dois deles dos anos 90 e um dos anos 80, é um instrumento que sempre me agradou muito, mas fui obrigado a me desfazer com o tempo.

    Para quem gosta de guitarras antigas e busca algo “útil”, que não necessite de uma porção de reparos para se tornar “tocável” (vide Giannini, Tonante, etc..), acredito ser uma das melhores opções.
    Carlos Assale é um dos nomes que contribuiu mundo para o avanço dos instrumentos no país!


(Foto 6)

(Foto 7)

(Foto 8)

(Foto 9)

Legenda:

Dolphin “pósAssale”: (foto 1)
Obs: Toda original.

Dolphin “era Assale”: (foto 2)
Obs: A pintura, knobs e tarraxas não são originais.

Dolphin “era Assale”: (foto 3)
Obs: Toda original.

Dolphin “pós era Assale”: (foto 4)
Obs: Toda original.

Dolphin "Pós era Assale": (Foto 5)
Obs: Detalhe do captador.
  
Dolphin “pós Assale”: (foto 6)
Obs: O captador do braço não original.

Dolphin “era Assale”: (foto 7)
Obs: Headstock Era Assale.

Dolphin “era Assale”: (foto 8)
Obs: Headstock Era Pós Assale.

Dolhpin "pós era Assale": (foto 9)
Obs: Etiqueta com número de série no backplate.


Erich Von Farah

8 comentários:

  1. Saudações amigos coleciono guitas antigas e tenho uma strato Dolphim mas a minha os caps são ligados e desligados por botões.
    Gosto muito dela e nos finais dos anos 80 começo do s anos 90 me lembro bem eram guitas top nessa época eu tinha uma Insbruuk.

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    1. Olá amigo, interessante que o amigo também coleciona guitarras vintages. Quando quiseres entrar em contato e postar algo de sua coleção, fique à vontade. As Dolphin entraram para abastecer o mercado brasileiro com muitas coisas legais, eles fabricavam alguns de seus captadores e também algumas de suas pontes.. além disso, os instrumentos eram na sua grande maioria melhores do que o resto todo que havia no mercado na época, pois não havia grande concorrência. Atenciosamente, William de Oliveira.

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  2. Peguei uma strato dolphin,e pela informações é da era pos assale.. Paguei muito barato e fiquei impressionado com a qualidsde da madeira e das ferragens. Tambem a chave seletora me surpreendeu muito!

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    1. Olá Josimar, obrigado por entrar em contato. Legal que ficou impressionado, a madeira é Mogno brasileiro (top de linha) mas as ferragens eram muito inferiores e não faziam geralmente por merecer nos instrumentos, mereciam hardware melhor, mas existia uma dificuldade enorme em conseguir essas peças aqui no Brasil e importar não era uma solução na época, por isso que algumas empresas se envolveram na produção própria de tarraxas e pontes, a Dolphin foi uma delas. Abração.

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  3. William, tenho uma Era Assales ( com botões alcançando 7 timbres)mais nova que da loja e todinha original ( está na OLX). Pergunto: Não sei se vc conhece o Multi Timbre da Malagoli e gostaria de mudar..o que vc sugere, eu colocar o Multi Timbre ( escudo completo com muitas variações e os caps são Texas Malagoli) ou trocar as tarraxas e colocar outros caps Fender ( poderia me indicar?) Sou fanático por Rock tipo Metálica, Deep, Ozzi etc.. Se puder me ajudar, será muito bem vindo de quem conhce. Abração!!

    Ah! No Youtube tem vídeo deste Multi Timbres, se puder dar uma olhada!!!

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    1. Olá Thuba, nunca testei o Multi Timbre da Malagoli então não sei te dizer, mas toda e qualquer melhoria nessa guitarra vale muito a pena, sem dúvidas você terá um som melhor ao seu alcance independente de utilizar os Texas Malagoli ou os Fender. Se você gosta de Metallica e bandas com som mais pesado, até pode utilizar uma Stratocaster, mas acho que os captadores da Fender não irão satisfazer plenamente dentro desse estilo. Busque os EMG HB ativos que o James Hetfield utiliza, mas vai ficar no mínimo estranho em uma Stratocaster hehe. Abração!

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Comprei uma dolphin "igual da foto 4" e nunca toquei,comprei porque achei ela bonita e agora decidi aprender a toca-lá,mas eu não sei nada sobre ela,se alguém souber me explicar. Se ela é acústica,semi acústica ou elétrica. Tudo sobre ela,ficarei grato!

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